Eu os recebo a todos com a mente e a alma abertas.

A qualquer dia, a qualquer hora, os que aqui passarem, colham uma flor deste jardim de pensamentos e sentimentos - que é nosso - e sintam que somos todos iguais.

O que nos pode diferenciar, são nossas almas e ações.
Portanto. caminhemos sempre em direção à LUZ por toda a vida. Façamos, se possível, amizades e tentemos ser solidários.

A Nação Brasileira necessita, entre muitos, de educação, saúde, trabalho e respeito aos Valores e Princípios que a dignificam.

Fundamental, outrossim, é o respeito às Leis Justas e a luta pacífica pelo Justiça Social verdadeira, não a que está sendo incutida nas mentes menos preparadas.

A final, amigos leitores, sintam-se livres para comentar sinceramente sobre o que lerem, para que possamos interagir.

Mirna Cavalcanti de Albuquerque































































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segunda-feira, 12 de março de 2012

Sertão – a vida ainda espera




        
 
 
 
 
 
                                                                                                                      
“Aos que o destino aquinhoou determinadas capacidades, cabe o dever  de postarem-se na defesa dos menos ou nada favorecidos”.


Vento forte e quente. Calor quase insuportável.  Inclemente, o Sol resseca a terra árida sobre a qual passam maltratados pés desnudos.
Nem mesmo o estridente carcará pode mais ouvir-se.  De quando em quando, a barulhenta gralha cancã se faz presente, à busca do mandacarú.
À volta do casebre, algumas galinhas ciscam à procura de alimento. Mais adiante, poucas cabras,  um jegue esquálido: sem água, morrem lentamente…
No roçado, os pequenos brotos, surgidos após a chuva e agora  murchos, a crestar,  lembram os seios descarnados das mães do agreste, cujos filhos tentam sugar-lhes o parco leite.
Crianças com barrigas enormes e de  olhar triste, perdido, no qual não se vislumbram os sonhos comuns da infância… Mesmo sem saberem, revelam a saudade de um futuro que a muitos será negado.
Isto tudo tem ocorrido há centenas de décadas em  nosso Nordeste, região sob a qual há o mais volumoso lençol d’água do mundo.


Amigos leitores,
Esse triste quadro revela como grande parte da nação vive- ou melhor- tenta sobreviver.
É na quietude que nossos irmãos,  conformados com a triste sina,  nada mais esperam…
E esta desumana verdade em nada muda com as desafinadas vozes de seus representantes  nas diversas esferas legislativas, ao propalar riquezas que não são divididas, mas por eles mesmos consumidas.
Afinal, até quando permitiremos isso ocorra?                                                                                                                                                           Não basta bradarmos aos ventos todos nossos protestos. Temos que nos unir  para tentar mudar o que tanto nos enche de indignação.

Mirna Cavalcanti de Albuquerque
Rio de Janeiro, 12 de arco de 2012

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

"Flechas lançadas". Missão cumprida?


"Como flechas na mão do guerreiro, assim são os filhos." salmo 127.4
                                                                               

Introdução



É sabido que não criamos os filhos para nós, mas para o mundo. São como sementes lançadas à terra, que deve estar preparada para a semeadura. São regadas, cuidadas … colocamos fertilizantes… crescem e vão sendo estaqueadas, para manterem seus caules eretos … podamos, aguardamos a primeira floração, e esperamos pelos frutos. Alguns são dulcíssimos; outros, nem tanto, mas são, como os primeiros, muito amados frutos do amor, da árvore da vida. Cada fruto é provável potencial de perpetuação da espécie, à qual, por sua vez, dará seqüência a novas ‘árvores’… Assim tem sido desde o início.


A espécie humana é uma das poucas, entre os animais, que guarda – ou tenta guardar – os laços familiares . A maioria dos animais, assim que so filhotes aprendem a andar – ou voar- enfim, locomoverem-se, é ensinada a buscar a própria comida, ou a voar.


Não pretendo discorrer aqui sobre as espécies todas existentes, pois há algumas poucas que se mantém unidas. Nesta pequena introdução, refiro-me apenas aos humanos.                              

Temos que preparar os filhos para a vida. Às vezes o fazemos bem, outras não – mas na maioria do tempo, pensamos estar fazendo o melhor – e realmente fazemos o melhor que podemos.


Há que vermos também, as diferenças de culturas. O latino é mais apegado à família – o que costumeiramente não ocorre com o anglo-saxão. De qualquer forma, mesmo tendo dado frutos, a árvore-mãe, mantém-se como tal. Por isso a cultura oriental na sua milenar sabedoria, reverencia os idosos e a memória dos antepassados.


NOTA: amigos leitores, voltarei a este assunto oportunamente, pois há muito que escrever. Na verdade, não é matéria exaustiva.


Mirna Cavalcanti de Albuquerque


Rio de Janeiro, 16 de Novembro de 2011.






Microconto: "Flechas lançadas". Missão cumprida?






Casou-se, teve filhos, a eles dedicou-se. Foi a melhor mãe que pode : mestra, babá, cozinheira, lavadeira, faxineira…


Hoje, os filhos estão longe.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Irmã Dulce, o Anjo Bom da Bahia e do Brasil

                                            

                                             "Minha Política é de amor ao próximo"








Senhores leitores,


Há pessoas que passam pela vida sem que deixem sequer rastros de sua existência, sejam positivos, sejam negativos. Não me aterei a estes últimos, pois suas pegadas negativas, a Luz da Verdade e Memória do Tempo, impede-nos que esqueçamos seus tristes e criminosos exemplos, escrito, muitas das vezes, com o sangue de suas vítimas.


Focalizo aqui apenas o contexto social dos seres ditos normais mas, por não se terem em nada sobressaído dentre seus semelhantes, nem mesmo verbetes de dicionários serão.


As figuras humanas que algo de relevante fizeram, notabilizaram-se por seus feitos. No caso da Irmã Dulce, muito se pode aprender com a leitura de sua biografia.


Incomparável criatura em todas as qualidades humanas. Sua frágil constituição física, jamais a impediu de trabalhar incansavelmente em prol dos carentes , pois vivemos em uma sociedade cruel , que desconhece – ou finge desconhecer o que é Justiça Social.


Fosse ou não católica, seguisse ou não qualquer religião, o fato marcante de sua presença entre nós, foi seu compromisso pessoal em praticar a bondade, ao dedicar sua vida inteira com amor, a todos quantos dela necessitassem. E foram muitos em toda sua longa estada na Terra.


Veio para fazer o Bem e agora deve estar junto ao Pai de todos nós.


Possivelmente muitos dos senhores desconheçam sua História de Vida. Assim, transcrevo-a abaixo, sem adjetivar, por não se fazer necessário.


Um excelente dia para todos!

Mirna Cavalcanti de Albuquerque



Irmã Dulce, que ao nascer recebeu o nome de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, era filha do dentista Augusto Lopes Pontes e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes.


Aos 13 anos, depois de visitar áreas carentes, acompanhada por uma tia, ela começou a manifestar o desejo de se dedicar à vida religiosa.


Com o consentimento da família e o apoio da irmã Dulcinha, foi transformando a casa da família num centro de atendimento a pessoas necessitadas.


Em 8 de fevereiro de 1933, logo após se formar professora, Maria Rita entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe. Em 15 de agosto de 1934, aos 20 anos de idade, foi ordenada freira, recebendo o nome de Irmã Dulce, em homenagem à sua mãe.


Sua primeira missão como freira foi ensinar em um colégio mantido pela sua congregação, na Cidade Baixa, em Salvador, região onde também dava assistência às comunidades pobres e onde viria a concentrar as principais atividades das Obras Sociais Irmã Dulce.


Em 1936, ela fundou a União Operária São Francisco. No ano seguinte, junto com Frei Hildebrando Kruthaup, abriu o Círculo Operário da Bahia, mantido com a arrecadação de três cinemas que ambos haviam construído através de doações. Em maio de 1939, irmã Dulce inaugurou o Colégio Santo Antônio, voltado para os operários e seus filhos.


No mesmo ano, por necessidade, Irmã Dulce invadiu cinco casas na Ilha dos Ratos, para abrigar doentes que recolhia nas ruas. Mas foi expulsa do lugar e teve que peregrinar durante uma década, instalando os doentes em vários lugares, até transformar em albergue o galinheiro do Convento Santo Antônio, que mais tarde deu origem ao Hospital Santo Antônio, centro de um complexo médico, social e educacional que continua atendendo aos pobres.


Considerada um “Anjo bom” pelo povo baiano, recebeu também o apoio de pessoas de outros estados brasileiros e de personalidades internacionais. Mesmo com a saúde frágil, ela construiu e manteve uma das maiores e mais respeitadas instituições filantrópicas do país.


Em 1988, irmã Dulce foi indicada pelo então presidente José Sarney, com o apoio da rainha Silvia da Suécia, para o Prêmio Nobel da Paz. Oito anos antes, no dia 7 de julho de 1980, Irmã Dulce ouviu do Papa João Paulo 2o, na sua primeira visita ao país, o incentivo para prosseguir com a sua obra.


Os dois voltariam a se encontrar em 20 de outubro de 1991, na segunda visita do Papa ao Brasil, quando João Paulo II fez questão de ir ao Convento Santo Antônio visitar Irmã Dulce, já bastante enferma. Cinco meses depois, no dia 13 de março de 1992, Irmã Dulce morreu, pouco antes de completar 78 anos.


No ano 2000 foi distinguida pelo papa João Paulo II com o título de Serva de Deus. O processo de beatificação de irmã Dulce está tramitando na Congregação das Causas dos Santos do Vaticano.





http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u...

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Saramago partiu. Seu legado pertence à Humanidade

Este artigo versa sobre a partida de uma – se não a maior figura da Literatura contemporânea não só Portuguesa, como Mundial. Só os que têm inteligência muito acima da média estão aptos a entender a complexidade da obra de Saramago, pois engloba Filosofia, Filologia, História, Teologia, Humanismo, Geografia, Sociologia e outras tantas Ciências que formam o conjunto de conhecimentos que se pode intitular “Cultura”. Acima e além, para realmente compreender de Saramago a essência do escrever,é imprescindível mentes abertas, livres, sem apegos a tradicionalismos engessados quaisqueres que sejam. Mesmo quando tal não ocorra, alguns compram seus livros, para ‘parecerem Intelectuais’ .



Todavia, alegro-me em poder asserir que são muitíssimos seus leitores: o que comprova haver neste mundo criaturas que pertencem à classe dos verdadeiros intelectuais humanistas.





Sugestiva foto de Sabastião Salgado. Parece mostrar Saramago já a Caminhar pela Estrada que conduz à Eternidade.


A notícia da partida de José Saramago foi divulgada pelo orbe. A sociedade mundial, a Literatura Portuguesa, os seres oprimidos, as minorias desprezadas de todo o mundo, carecerão certamente, de suapresença física: criatura especial, cuja ausência já está a ser sentida, pois fará falta sua inteligência aguçada, sua perspicácia, sua crítica objetiva, concreta e perpendicular sobre os assuntos vários mais importantes para os habitantes deste planeta. Contudo, sendo o Homem sua obra, como alguém expressou-se corretamente, estará ele conosco, redivivo em todos os seus escritos.


Não tenho pretensão alguma de escrever senão um registro sincero de minha despedida triste neste último ato da história de sua vida.


Tive a felicidade de conhecê-lo e poder haurir muito de seu modo distinto de pensar e discorrer sob aspectos vários de fatos que à maioria, passariam desapercebidos.


Todos temos um tempo de estada nesta Terra. Uns vivem mais, outros menos. Uns já ao nascer, deixam-na; outros o fazem, quase beirando – ou ultrapassando mesmo um século de existência.


Acaciano (não procuro originalidade): temos todos um só destino: morrer, que é a única certeza da vida.

Daqui nada levamos de material, por mais ricos que possamos ser. Lembro: o que se leva, como escrevi alhures , é “o bem que se faz, o amor que se doa, a solidariedade que se desenvolve e o pão que se divide“. São nossas ações – e o que delas germina, cresce, floresce e frutifica que deixamos ao partir. Nada mais.


Fisicamente considerados, pouco ou nada somos. O material, o tangente, o aparente, não podem ser comparados ao que de etéreo, mas consistente e essencial em nós existe e nos orienta pelos Caminhos da Vida em decisões e agires. Este é o diferencial que nos destaca interpares ou, no caso, coloca-nos primus interpares.


A sabedoria latina é o quanto basta para que tenhamos consciência de quem somos e em que nos transformaremos quando chegarmos ao fim do Caminho, pois o Tempo completou seu Círculo unindo o Princípio ao Fim – Reinício, conectando-nos à Eternidade:


“Homem remember: pulverus est et ad pulverus reverteribus. Revertere ad locum tuum”, ou seja:
”Homem, lembra-te: do pó vieste e ao pó retornarás.Volta (agora) à tua origem“.


O legado de Saramago é riquíssimo, pois compõe-se de vasta e consistente obra, onde transcendem seu humanismo, sua visão política, sua real preocupação com a sociedade dos homens, as formas de governo, suas críticas logicamente encadeadas com supedâneo no Conhecimento. E o que acresce-lhe o valor é a maneira instigante através ca qual expõe sua atilada forma de pensar.

A inteligência incomum com a qual foi dotado e sua condição de ateu, fez com que escrevesse sobre assuntos polêmicos – por isso contestados (quase sempre sem sucesso)- principalmente por segmentos mais tradicionais da sociedade e mesmo pela Igreja Católica que, nem por isso, pode deixar de reconhecer seu valor como homem de letras: escritor, romancista, poeta e pensador, entre outros.


Suas declarações suscitavam e certamente continuarão a suscitar grandes e profundos debates e a causar celeumas.


Penso ter sido este, provávelmente, seu objetivo: fazer com que as pessoas pensassem livres de estereótipos, ie, de formas semelhantes, (ou idênticas), premoldadas, uniformizadas, rígidas. Saramago retirou-lhes os antolhos e lhes libertou dos conceitos preconcebidos todos, livrando-lhes das peias, possibilitando-lhes o livre pensar para, a final poderem seus leitores concluir por si mesmos, com suas capacidades intrínsecas – e não com as ditadas por verdades 'absolutas' que lhes tinham sido anteriormente ensinadas e que, na verdade inexistem.


Sob certo ângulo, conduzia seus leitores de forma peripatética, como Aristóteles o fazia, na Antiga Grécia, com seus discípulos.


Óbvio está que atingiu seu intento, tantas têm sido as manifestações de tristeza provenientes dos Quadrantes da Terra.

Outrossim, Saramago era um ser humano cuja bondade refletia em suas ações. Salta aos olhos que, inegavelmente, é o maior dentre os escritores atuais da Língua Portuguesa - que sabia utilizar como poucos- caracterizada em sua forma, por conteúdos vários, mas únicos e cujo Português castiço era escrito de maneira escorreita em extensos parágrafos.






Adeus, Mestre!
Até Sempre, José Saramago...


Partiste, mas teus escritos aqui permanecerão gravados em tuas obras e nas mentes e almas dos que puderam de ti sorver um pouco de teu Conhecimento. Assim, o que penso tinhas como uma de tuas metas, persistirá e continuará a surtir os efeitos .


Parodiando Alceu Wamosy, poeta gaúcho, escrevo-te:


“levas contigo uma saudade minha. Fica comigo uma saudade tua”.


Ser-te-ei para sempre grata por tudo o que me ensinaste.






Mirna Cavalcanti de Albuquerque Pinto da Cunha










(*)v. a respeito:”Os três últimos desejos de Alexandre, o Grande“:

http://www.brasilwiki.com.br/noticia.php?id_noticia=4052