Eu os recebo a todos com a mente e a alma abertas.

A qualquer dia, a qualquer hora, os que aqui passarem, colham uma flor deste jardim de pensamentos e sentimentos - que é nosso - e sintam que somos todos iguais.

O que nos pode diferenciar, são nossas almas e ações.
Portanto. caminhemos sempre em direção à LUZ por toda a vida. Façamos, se possível, amizades e tentemos ser solidários.

A Nação Brasileira necessita, entre muitos, de educação, saúde, trabalho e respeito aos Valores e Princípios que a dignificam.

Fundamental, outrossim, é o respeito às Leis Justas e a luta pacífica pelo Justiça Social verdadeira, não a que está sendo incutida nas mentes menos preparadas.

A final, amigos leitores, sintam-se livres para comentar sinceramente sobre o que lerem, para que possamos interagir.

Mirna Cavalcanti de Albuquerque































































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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Conjunção Planetária



                                                                   

Morna a noite. Sentei-me no banco dentro da piscina e elevei olhos para o Céu, respirando o ar 

puro que me rodeava.

A Lua azul parecia baloiçar indolente, tendo à sua volta Júpiter impertinente... Estrelas outras, 

pendentes, assemelhavam-se a brilhantes-pingentes, a engalanar a lua, que mais bela ainda se 

apresentava... Essa conjunção planetária estaria mais à vista na Noite de Natal que breve seria ...

O jardim rescendia a perfumes de rosas e jasmins... As trepadeiras amarelas, rosas e azúis 

mostravam fortes recortes no azul noite do céu ... tudo era paz em minha alma...

Era tão grande o enlevo, que cheguei mesmo a ouvir com doces saudades os sons das canções de 

ninar na suave e amorosa voz de minha madrinha... ("Dindinha")... Ah! Quantas saudades senti... 

Tenho plena consciência da felicidade que me causa saber ter sido tão amada...

Volvi no tempo. Da memória afetiva emergiu a vida que vivi. É minha, não importa o que exista no 

presente ou o que me traga o futuro: era, sim, muito feliz, por tanto amor que recebi.


Este sentimento é meu maior tesouro. É único, está ínsito em meu Ser, faz de mim quem sou. Não 

a criatura perfeita que muitos gostariam fosse - e que eu mesma, provavelmente gostaria de ser, 

de ter sido... 


Sou apenas humana, passível de cometer deslizes, como meus semelhantes ... mas 

nunca os cometi propositalmente. Jamais fiz mal ou magoei quem quer que fosse... Ademais, meus 

acertos sobrepujam - em muito, meus erros. Minha vida é prova do que escrevo.

"Que atire a primeira pedra..." , disse Cristo JESUS aos que erradamente julgavam-se melhores...


Não importa, agora. O passado não pode ser revisto e o futuro me aguarda pelo tempo que Deus 

permitir...

De qualquer forma, sou a que caminha na Luz e à LUZ do Todo, um dia se reintegrará.



Mirna Cavalcanti de Albuquerque
Rio de Janeiro, 26 de Dezembro de 2012


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Amados ausentes



   A água lembra gema preciosa líquida de diversas tonalidades… azul-turquesa.   





Fim de tarde. O Sol já apresentava aquele dourado envelhecido e belo. Pouco a pouco, na linha do horizonte-mar, sua luminosidade se ia diluindo…
Ela caminhava sobre a areia molhada e deixava efêmeras marcas das passadas que, no seu fluxo-refluxo, ondas caprichosas iam apagando, assim como desaparecemos todos com o perpassar do tempo.
Seus olhos  liam a pictórica paisagem. Avistou, mais acima, um coqueiral extenso, com belas redes brancas.  Gostava de ali deitar-se.


Seu andar agora era mais lento, pois a areia seca e fofa não lhe permitia ir com mais pressa – mesmo porque, não havia razão para isso…
Ao lá chegar, escolheu uma  rede que estava mais isolada das demais e nela deitou-se confortável com seus pensamentos, a olhar o azul do céu engalanado com nuvens.                      Estas eram movidas por Éolo vagarosamente, às vezes formando imagens que lhe remetiam a suaves passagens da infância passada em Porto Alegre… Quantas doces lembranças!
Agora, em Salvador, sentia saudades de tudo e de todos  a quem amara e que,  por sua vez, a ela dedicaram seu mais profundo, dedicado e amoroso afeto.  Não são ‘passado’: fazem parte de sua vida. São referências inesquecíveis e fundamentais, que guarda com carinho na memória da alma.


Neste enlevado estado de espírito, os sentimentos se sucediam variados, fugidios, incessantes… A saudade fazia-se presente e trazia consigo seus amados ausentes. Todos estavam ali, naquele hora, com ela.  Luziam-lhe os olhos em incontida alegria: revivia!…


As folhas dos altos coqueiros se movimentavam como leques, em  seu peculiar ritmo e pareciam dançar  danças antigas ao ritmo do vento… Ao tocarem-se pareciam afagar-se sensualmente umas às outras;  som agradável, verdadeiro alento…
Quanta paz sentia… naquele fim de dia… Fechou os olhos e deixou-se estar assim… na quietude de  sentir o céu acima e, perto de si, o mar sem fim …  Seus amigos, seus amores…



Mirna Cavalcanti de Albuquerque Pinto da Cunha
Rio de Janeiro, 08 de Outubro de 2012