Eu os recebo a todos com a mente e a alma abertas.

A qualquer dia, a qualquer hora, os que aqui passarem, colham uma flor deste jardim de pensamentos e sentimentos - que é nosso - e sintam que somos todos iguais.

O que nos pode diferenciar, são nossas almas e ações.
Portanto. caminhemos sempre em direção à LUZ por toda a vida. Façamos, se possível, amizades e tentemos ser solidários.

A Nação Brasileira necessita, entre muitos, de educação, saúde, trabalho e respeito aos Valores e Princípios que a dignificam.

Fundamental, outrossim, é o respeito às Leis Justas e a luta pacífica pelo Justiça Social verdadeira, não a que está sendo incutida nas mentes menos preparadas.

A final, amigos leitores, sintam-se livres para comentar sinceramente sobre o que lerem, para que possamos interagir.

Mirna Cavalcanti de Albuquerque































































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sábado, 31 de julho de 2010

FARCs,Lula, Ingrid Betancourt e SAKINEH: qual a ligação?


Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, condenada à morte por apedrejamento. O mundo todo pede que pena de morte de iraniana por apedrejamento seja cancelada






Senhores leitores,






Tenho lido muitos protestos do povo brasileiro, no sentido de que Lula deveria intervir para salvar a vida da iraniana SAKINEH condenada à morte por apedrejamento. Mesmo tendo ele dito que (sic) era assunto interno daquele país e que não deveria intrometer-se

Tanto é assim que na quarta-feira passada, inclusive, Lula disse que não intercederia pela iraniana. Todavia, após a repercussão não só nacional como internacional, parece que mudou de idéia (ou melhor: foi forçado a fazê-lo pelas manifestações do povo ).                                                                 Não foi movido, portanto, por nenhum sentimento humanitário. Não se iludam, senhores. 
Ainda na semana que passou, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, telefonou para o colega Iraniano, Manouchehr Mottaki, para pedir o cancelamento da pena de Sakineh.


LEMBRANDO: o Caso Ingrid Bétancourt, refém das FARCs durante 6 annos 


Relembro, por oportuno que, quando do caso de Ingrid Bétancourt, candidata à Presidência de seu país, seqüestrada pelas FARC e mantida prisioneira pelas mesmas por 6 longos anos, LECOMPTE, então seu marido, com o objetivo de salvá-la, pois aqueles guerrilheiros a mantinham como ’moeda de troca’ , tentou por diversas vezes obter audiência com o Reizinho de Pindorama e todas as vezes a resposta que obteve foi negativa.

Em 2008 escrevera eu em artigo  “Que me recorde, Lula nem mesmo permaneceu ’somente’ inerme, quando lhe foi pedida ajuda, como não recebeu Lecompte uma só vez, das muitas que este solicitou-lhe audiência. "
No entanto, SARKOZY, presidente da França, recebeu-o por diversas vezes, bem como aos filhos de Ingrid.


Foram envidados todos os esforços, com apoio da França, Estados Unidos e, penso URIBE ( leiam a matéria que postei para se certificarem pf) que coroaram exitosamente em sua liberdade.


Lula quieto, mudo e surdo se manteve. Somente pronunciou-se após a libertação daquela brava mulher que, delicadamente visitou o Brasil e Lula então fez de conta que havia participado de toda a operação que resultou positiva. Óbvio que Ingrid soube que ele nada havia feito. Preparada, no entanto, desde pequena para exercer cargos públicos do mais alto escalão – nada disse – mas, para o povo em geral, pareceu ter ele mostrado e atuado humanitariamente. Nada mais.


Escrevi no mesmo artigo mencionado retro, do qual transcrevo o seguinte:
“E após a libertação dos quinze reféns das FARC, entre os quais Ingrid Betancourt, assisto declarações de Lula sobre o fato ocorrido. Palavras vazias. O texto não se adapta ao contexto – muito menos à inércia, tampouco à estória de vida (leia-se “ligações pessoais”) do presidente brasileiro.”

Por mais que agora negue e renegue,ele, Lula mantinha, sim estreitas ligações com os ’chefes das FARC’ .


Tanto assim é que designou alto funcionário do governo (Itamarati) para ciceronear o representante das FARCs pelo Brasil afora, fornecendo ainda ao guerrilheiro (consoante noticiou reiteradamente a midia) – pasmem ! … passaporte diplomático!


Não se pode aceitar placidamente tal fato. “Passaporte diplomático” para o tal chefe das FARC – e doado pelo próprio presidente do Brasil?


Afinal, que pais é esse? Ou melhor: o que Lula está fazendo com nosso país como representante da Nação (leia-se ’povo’) brasileiro?
Como todos aceitaram calados tal desrespeito, entregar um documento de tamanha importância, carimbado com as Armas da República Federativa do Brasil para um bandido! Dando-lhe direitos (que não são concedidos aos cidadãos comuns deste país), para que pudesse circular por onde quisesse como se brasileiro fosse – não como um cidadão comum, mas como se fosse pertencente ao próprio corpo diplomático de nosso país – e como as regalias que o referido passaporte confere? Como classificar- se esse seu inqualificável ato espúrio (se é que pode ser qualificado)?


Procede aqui uma pergunta: o Congresso da República tomou parte nisso também?


Urge que seus membros se pronunciem, por gentileza!


Ressalto: parece que pouco usou o tal passaporte, pois teve o fim de muitos assassinos: foi morto da mesma forma que matou e mandava matar inocentes.




Voltando ao caso de SAKINEH 




Leio que, hoje, 31/07/ Lula propõe a Irã receber no Brasil condenada a apedrejamento, transcrevo, com comentários pessoais, o que se encontra no link ao fim deste indicado.


Peço a todos os brasileiros que se manifestem apoiando seja SAKINET salva.
Não se pode aceitar no mundo de hoje, pena de morte por adultério.
O Brasil inclusive, não considera mais o adultério como razão fundamental para o divórcio.
Se considerasse, quantos não teriam que ser condenados à morte – se aqui houvesse essa pena ?


Meu comentário final e a latere:


Penso que há premente necessidade de todo o Sistema Penal Brasileiro ser urgentemente reformulado. Certos crimes deveriam ser punidos com a Prisão Perpétua a ser cumprida em presídios a serem construídos em nossas ilhas. Transformá-las em prisões penais agrícolas para os que lá ficassem, e comeriam do que a terra lhes desse, se convenientemente tratada.
Assim, não teriam celulares, nem visitas íntimas nem comandariam o crime organizado como o fazem das prisões até de ‘segurança máxima’ . O governo dar-lhes-ia um certo número de bovinos, galinhas, ovelhas, etc… para tratarem e esses reproduzindo, teriam o que comer e da terra sairia seu sustento.


Informo,outrossim, para os que desconhecem: cada bandido preso, custa cerca de quatro a cinco salários mínimos – pagos por nós, o povo.


A Prisão Perpétua deveria ser instituída não só para crimes hediondos como até para outros perpetrados mesmo por ’representantes do povo’, dependendo de suas ações.


Penso também que a cadeia especial para os que têm grau de Bacharel, deveria deixar de existir. Bandido é bandido – com ou sem estudo. Esses, os que tiveram oportunidade de estudar, deveriam portar-se como seres que entendem mais do que os que não puderam fazê-lo.


Já imaginaram um Sarney, um Maluf, e outros tantos, que têm esvaziado os cofres do Estado reiterada e desavergonhadamente, por esse ou aquele motivo – muitas vezes querendo fazer-nos crer estarem no ’estrito cumprimento do dever’ em uma prisão como a que acho deveriam ser todas?


Pensem, senhores leitores sobre o que escrevi. Seria uma forma de irmos ’limpando o terreno’ para serem semeadas novas sementes que germinarão e crescerão como plantas fortes e sadias, dando flores e frutos, livres dessa imundícia e corrupção que assola este país há muito tempo.






Mirna Cavalcanti de Albuquerque                                                                                                              OAB/RJ 004762




CORPO DA MATÉRIA




Presidente fez apelo a Mahmoud Ahmadinejad e citou ’amizade’ com o líder. Ele disse que ’nada justifica’ o Estado tirar a vida de uma pessoa.


O presidente Luiz Inácio da Silva fez um apelo ao presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, pela vida de Sakineh Mohammadi Ashtiani, uma iraniana de 43 anos, mãe de dois filhos, condenada à morte por apedrejamento por supostamente cometer adultério com dois homens. Lula fez a ressalva de que é preciso respeitar a soberania e as leis do país, mas disse que “nada justifica um Estado tirar a vida de alguém“.


O presidente brasileiro, que recentemente participou de negociações sobre um acordo nuclear com Ahmadinejad, citou a “amizade” entre os dois líderes.


“Se essa mulher está causando incômodo, nós a receberíamos no Brasil de bom grado”, propôs o presidente. “A traição lá tem um tipo de pena é enterrar a mulher viva e deixar a cabeça para fora para o povo jogar pedra“, relatou Lula.


As declarações foram dadas durante comício em Curitiba ao lado da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Lula começou a falar sobre o assunto valendo-se do fato de o partido ter uma candidata. Depois, disse que, se Dilma for eleita, ela poderia telefonar para Ahmadinejad pedindo a libertação da iraniana. “Tenho certeza de que ela vai ter sucesso”, (*) disse.


Lula pode ajudar a libertar condenada a apedrejamento, disse ativista iraniana


Entenda o caso da condenada à morte por apedrejamento no Irã Presa desde 2006


Sakineh foi condenada a 99 chibatadas por adultério. Tempos depois, a reabertura do processo decidiu por sua execução. De acordo com a lei islâmica, a sharia, crimes como assassinato, estupro, tráfico de drogas, assalto à mão armada e adultério são passíveis de serem punidos com o apedrejamento.


O caso provocou uma repercussão internacional e o governo iraniano anunciou uma revisão da pena, sem deixar claro se o apedrejamento estaria suspenso.






http://g1.globo.com/politica/noticia/2010/07/lula-propoe-ira-receber-no-brasil-condenada-apedrejamento.html

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Entre o Diálogo e a Bomba


"Quando se verifica discrepância entre as palavras e os atos de uma criatura, há que se estar atento, pois não se sabe qual dos dois corresponde à verdade".(mcapc)



Amigos leitores,



FERREIRA GULLAR (também “José Ribamar”, mas em nada se assemelha a seu homônimo), pois honra o Maranhão e o Brasil, é uma das mentes mais brilhantes deste país.

Intelectual, escritor, dramaturgo (entre outros) e poeta, com visão crítica, objetiva e perpendicular, discorre sobre assuntos vários e de importância, com a fluidez que as águas dos rios correm em seus leitos em direção ao mar. Hoje cedo, ao conversar com um amigo e colega, eminente advogado e engenheiro, membro do IAB como eu, indicou-me ele a leitura deste artigo de Gullar.

Ao lê-lo, constatei que sua linha de raciocínio, guardadas as diferenças, é semelhante à que mantenho em tudo o que tenho escrito sobre Lula e o Irã.

Por outro lado, a questão do armamento Brasileiro contido em grandes caixas apreendido por Israel em 2009 (e escondidas por sacos de mantimentos em um dos navios humanitários em matéria por mim postada ontem), dá respaldo às afirmações tanto de Gullar quanto às minhas, referentemente à bi polaridade política de Lula.



Resta saber se o Congresso Nacional era sabedor de tais transações. Aguardemos as respostas às minhas indagações ao aos membros daquela casa.



Reitero o que antes escrevi: Lula não é de paz. Nunca o foi. Nunca o será. Suas ações comprovam minha assertiva em artigo anterior.



Em tempo: considerando a clara exposição de Gullar e não tendo realmente um candidato que seja firme, forte, seguro e corajoso (*) , há que pensarmos seriamente em como votar , já que Dilma, por todo seu passado – e presente nem mesmo deveria ter sido indicada. Além do mais, seria apenas um fantoche manipulado por Lula e, segundo suas próprias palavras, (sic)dará continuidade à política de Lula.



Mirna Cavalcanti de Albuquerque



(*) de todos, o ‘melhorzinho’ é o Serra . Não deixo de reconhecer as várias qualidades das outras candidatas. No entanto, carece Marina de firmeza ao tomar posições. A outra senadora, tem temperamento forte e, às vezes incontrolável.



Como pode Lula afirmar que está aberto ao diálogo um regime que não tolera divergência, como o do Irã?



O atual regime do Irã é um atraso. Trata-se de uma ditadura teocrática intolerante e cruel que não permite aos cidadãos iranianos manifestar-se contra qualquer decisão do governo.



As últimas eleições, que mantiveram no poder Ahmadinejad, foram descaradamente fraudadas e todas as manifestações populares de protesto, brutalmente reprimidas por tropas militares, sendo seus líderes, presos e condenados à morte.



Às vésperas da visita de Lula a Teerã, cinco deles haviam sido executados. O fanatismo religioso e o ódio aos discordantes é de tal ordem que os cega, a ponto de negarem, perante o mundo, fatos históricos incontestáveis como o massacre de judeus nos campos de concentração nazistas e a destruição das Torres Gêmeas.



Tamanha insensatez e intolerância, que beiram o ridículo, resultaram no isolamento do Irã, mesmo no Oriente Médio. Não obstante tudo isso, o presidente Lula tomou a iniciativa de romper esse isolamento e oferecer seu apoio fraternal ao governo de Ahmadinejad.



É impossível não perguntar: mas por quê? É, sem dúvida, uma atitude surpreendente, difícil de entender. Vejam bem: o Brasil não tem nem nunca teve vinculações estreitas, de qualquer tipo, com o Irã. Não há nenhum objetivo, seja político, seja comercial, que justifique arrostarmos com tamanho desgaste ao apadrinhar um regime repressor e movido pelo fanatismo.



Pior ainda: o apadrinhamento de Lula a Ahmadinejad implica a tentativa de justificar o projeto iraniano de fabricar armas atômicas, contrariando assim o Tratado de Não Proliferação, de que, como o Brasil, é signatário.



Lula faz que não vê, mas não pode ignorar as artimanhas do regime iraniano para escapar à fiscalização da Comissão de Energia Atômica, fingindo disposição de dialogar quando, de fato, tudo o que pretende é ganhar tempo e dar prosseguimento a seu projeto nuclear militar.



Assim foi que, diante de uma nação brasileira perplexa, Lula promoveu um encontro em Teerã com o presidente iraniano e o premiê da Turquia para produzir um suposto acordo que mostrasse a boa vontade do Irã em resolver o impasse.



Mal o assinaram (nele, o Irã prometia entregar 1.200 kg de urânio para serem enriquecidos na Turquia), um porta-voz iraniano declarava que o país continuaria a enriquecer urânio em suas centrífugas. Que sentido tinha então aquele acordo, se o objetivo era o Irã desistir de enriquecer urânio e assim inviabilizar a construção da bomba?



Sabe-se que o próprio Lula se surpreendeu com essa declaração do governo iraniano, mas, de novo, fechou os olhos e insistiu em avalizar as boas intenções do Irã, enquanto criticava os membros do Conselho de Segurança da ONU, que se dispunham a impor-lhe sanções.



Mas isso é coisa sabida e debatida. Difícil é entender por que Lula tomou essa posição, arvorando-se em defensor de um regime antidemocrático e ideologicamente primário, comprometendo desse modo o prestígio de nossa diplomacia, por todos respeitada, graças ao equilíbrio e isenção com que sempre atuou.



Como pode Lula afirmar que está aberto ao diálogo um regime fundamentalista que não tolera divergências? Todas as tentativas de entendimento com o Irã, promovidas pela ONU, fracassaram. Mas, Lula, sempre tão esperto, quando se trata de Ahmadinejad, faz-se de tolo, confia em tudo o que ele diz. Custa crer.



Chego a pensar que a explicação esteja em certas declarações suas, como aquela em que negou aos Estados Unidos e à Rússia autoridade para impedir que o Irã fabrique armas atômicas, uma vez que ambos possuem arsenais nucleares.





Com isso, desautorizou o Tratado de Não Proliferação e admitiu implicitamente que qualquer país -inclusive o Brasil- tem o direito de fazer a bomba. Seria essa sua verdadeira intenção, embora nossa Constituição o proíba? Talvez não.



Mas, no Fórum Mundial de Aliança das Civilizações, ao afirmar que o Brasil deseja um mundo sem armas nucleares, voltou a defender a tese, como se não fazer a bomba fosse uma concessão do Irã. E insistiu na necessidade de se preservar a paz no Oriente Médio.



Mas não é o Irã que promete pôr fim ao Estado de Israel? Pretende fazê-lo pelo diálogo?





PS – os negritos, coloquei-os eu, Mirna.





(o artigo de Gullar saiu na Folha de S. Paulo)



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