Tem como objetivo primacial comentar atos do governo brasileiro que desrespeitam frontalmente os Direitos humanos e a Constituição da República. Sem a observância a tais direitos garantidores da Saúde, Previdência e Assistência Sociais, assim como da Educação e, em muitos casos, até mesmo o direito à própria vida digna inexiste. A latere,algumas poesias, pensamentos, contos... tudo para tentar suavizar as agruras que nos são impostas pelas circunstâncias.
Eu os recebo a todos com a mente e a alma abertas.
A qualquer dia, a qualquer hora, os que aqui passarem, colham uma flor deste jardim de pensamentos e sentimentos - que é nosso - e sintam que somos todos iguais.
O que nos pode diferenciar, são nossas almas e ações.
Portanto. caminhemos sempre em direção à LUZ por toda a vida. Façamos, se possível, amizades e tentemos ser solidários.
A Nação Brasileira necessita, entre muitos, de educação, saúde, trabalho e respeito aos Valores e Princípios que a dignificam.
Fundamental, outrossim, é o respeito às Leis Justas e a luta pacífica pelo Justiça Social verdadeira, não a que está sendo incutida nas mentes menos preparadas.
A final, amigos leitores, sintam-se livres para comentar sinceramente sobre o que lerem, para que possamos interagir.
Mirna Cavalcanti de Albuquerque
O que nos pode diferenciar, são nossas almas e ações.
Portanto. caminhemos sempre em direção à LUZ por toda a vida. Façamos, se possível, amizades e tentemos ser solidários.
A Nação Brasileira necessita, entre muitos, de educação, saúde, trabalho e respeito aos Valores e Princípios que a dignificam.
Fundamental, outrossim, é o respeito às Leis Justas e a luta pacífica pelo Justiça Social verdadeira, não a que está sendo incutida nas mentes menos preparadas.
A final, amigos leitores, sintam-se livres para comentar sinceramente sobre o que lerem, para que possamos interagir.
Mirna Cavalcanti de Albuquerque
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quinta-feira, 12 de maio de 2016
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Tapar o sol
ANTESCRIPTUM
Posto este artigo de Ferreira Gullar, para que seja lido por todos os que sabem pensar. Revela o que ocorre - e ocorreu. Desmistifica a 'conspiração' sobre a qual falam os fiéis seguidores - e o próprio Reizinho de Pindorama.
Queiram ou não - a verdade é como o Sol- nuvens podem toldá-lo, mas ele segue brilhando.
Esperemos que os ministros do STF julguem consoante deles se espera.
Sabe-se - e bem - que dois deles tem 'parti- pris' - Um, inteligente. Outro, em cujo currículo consta apenas o fato de que advogou para o PT.
Quanto ao crime de formação de quadrilha... como julgarão os ministros? Se não era quadrilha - no sentido castiço e jurídico do vocábulo, era o quê?
Ademais, este julgamento não deve ater-se a firulas jurídicas, mas à realidade, que, de per si, é evidente.
Mirna Cavalcanti de Albuquerque Rio de Janeiro, 1º de Outubro de 2012
"Vai ficando claro que as primeiras impressões são supérfluas, que Lewandowski não é aliado, mas mesmo o contra-ponto de Barbosa, quer dizer, assume a defesa dos réus. Tudo pode mudar amanhã, mas se o Supremo decidir que não houve mensalão, só desvio de dinheiro público e privado para pagar contas de antigas campanhas eleitorais, o remédio será chamar Pedro Álvares Cabral para começar tudo de novo."(Carlos Chagas) http://www.idadecerta.com.br/blog/?p=39686
Tapar o sol
O julgamento do STF realiza-se à vista de milhões de telespectadores. Não é uma conspiração
Gostaria de deixar claro que não tenho nada de pessoal contra o ex-presidente Lula, nem nenhum compromisso partidário, eleitoral ou ideológico com ninguém. Digo isso porque, nesta coluna, tenho emitido, com alguma frequência, opiniões críticas sobre a atuação do referido político, o que poderia levar o leitor àquela suposição.
Não resta dúvida de que tenho sérias restrições ao seu comportamento e especificamente a certas declarações que emite, sem qualquer compromisso com a verdade dos fatos. E, se o faço, é porque o tenho como um líder político importante, capaz de influir no destino do país. Noutras palavras, o que ele diz e faz, pela influência de que desfruta, importa a todos nós.
E a propósito disso é que me surpreende a facilidade com que faz afirmações que só atendem a sua conveniência, mas sem qualquer compromisso com a verdade. É certo que o faz sabendo que não enganará as pessoas bem informadas, mas sim aquelas que creem cegamente no que ele diga, seja o que for.
Exemplo disso foi a entrevista que deu a um repórter do "New York Times", quando voltou a afirmar que o mensalão é apenas uma invenção de seus adversários políticos. E vejam bem, ele fez tal afirmação quando o Supremo Tribunal Federal já julgava os acusados nesse processo e já havia condenado vários deles. Afirmar o que afirmou em tais circunstâncias mostra o seu total descompromisso com a verdade e total desrespeito com às instituições do Estado brasileiro.
Pode alguém admitir que a mais alta corte de Justiça do país aceitaria, como procedentes, acusações que fossem meras invenções de políticos e jornalistas irresponsáveis?
E mais: os ministros do STF passaram sete anos analisando os autos desse processo, tempo mais que suficiente para avaliá-lo. Afirmar, como faz Lula, que tudo aquilo é mera invenção equivale a dizer, implicitamente, que os ministros do STF são coniventes com uma grande farsa.
Mas o descompromisso de Lula com os fatos parece não ter limites. Para levar o entrevistador do "NYT" a crer na sua versão, disse que não precisava comprar votos, pois, ao assumir a Presidência, contava com a maioria dos deputados federais.
Não contava. Os verdadeiros dados são os seguintes: o PT elegera 91 deputados; o PSB, 24,; o PL, 26, o PC do B, 12, num total de 153 deputados. Mesmo com os eleitos por partidos menores, cuja adesão negociava, não alcançava a metade mais um dos membros da Câmara Federal.
Cabe observar que ele não disse ao jornalista norte-americano que não comprou os deputados porque seria indigno fazê-lo. Disse que não os comprou porque tinha maioria, ou seja, não necessitava comprá-los. Pode-se deduzir, então, que, como na verdade necessitava, os comprou. Não há que se surpreender, Lula é isso mesmo. Sempre o foi, desde sua militância no sindicato. Para ele, não há valores: vale o que o levar ao poder ou o mantiver nele.
Sucede que, apesar do que diga, ninguém mais duvida de que houve o mensalão. Pior ainda, corre por aí que o Marcos Valério está disposto a pôr a boca no mundo e contar que o verdadeiro chefe da patranha era o Lula mesmo, como, aliás, sempre esteve evidente. E já o procurador-geral da República declarou que, se os dados se confirmarem, o processará. É nessas horas que o Lula falastrão se cala e desaparece. Às vezes, chama Dilma para defendê-lo.
Desta vez, chamou o Rui Falcão, presidente do PT, para articular o apoio dos líderes da base política do governo. Disso resultou um documento desastroso, que chega ao ponto de acusar o Supremo de perpetrar um golpe de Estado contra a democracia, equivalente aos golpes que derrubaram Vargas e João Goulart. Pode? Vargas e Goulart, como se sabe, foram depostos pela extrema direita com o apoio de militares golpistas.
O julgamento do STF realiza-se às claras, à vista de milhões de telespectadores. Não é uma conspiração. Ele desempenha as funções que a Constituição lhe atribui. E que golpe é esse contra um político que não está no poder?
O tal manifesto só causou constrangimento. O governador Eduardo Campos, de Pernambuco, deu a entender que foi forçado a assiná-lo, após rejeitar três versões dele. Enfim, mais um vexame. Só que Lula, nessas horas, não aparece. Manda alguém fazer por ele, seja um manifesto, seja um mensalão.
Fonte: Folha de S. Paulo em 30/09/2012
Postado por
mirna cavalcanti de albuquerque pinto da cunha
às
10/01/2012 01:38:00 PM
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segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Não faço o bem que quero, mas o mal que não quero”
Desejo não só que Lula volte a sorrir, como faça com que TODA A Nação sorria.
"Não faço o bem que quero, mas o mal que não quero”
Romanos 7:15-25
INTRODUÇÃO
Amigos leitores,
A matéria que hoje posto, recebi-a de um amigo por e-mail. Por ser apócrifa, procurei nos sites de busca o nome de seu autor; não encontrei. Sem críticas, penso que devemos assinar o que escrevemos, pois dá credibilidade ao assunto que se expõe. No entanto, uma vez que seu conteúdo expressa apenas o que a mídia tem amplamente noticiado, penso que postá-la é meu dever como cidadã, para informar os leitores.
O artigo não é exaustivo. No momento, que me lembre de mais significativo, faltou colocar que foi por causa da negação de Lula em ajudar a VARIG, que muitos de seus empregados estão a passar agruras e por causa dessas, alguns mesmo cometeram suicídio.
Lembro, por oportuno, que houve – e há dinheiro para emprestar a países necessitados. Não houve para salvar a mais antiga companhia aérea do país. Isso não se pode esquecer- mormente os que foram diretamente atingidos.
Outrossim: se fosse minha a matéria, eu não me referiria a Lula como ‘apedeuta’, pois querendo ou não, ele chegou a patamares que muitos ‘doutores’ jamais atingirão. Fez coisas boas sim, mas deixou de fazer muitas outras que tinha a obrigação de fazer.
Coloquei em ‘negrito’ os fatos mais marcantes (sobre muitos dos quais eu, inclusive, escrevi).
Esclareço ainda que não me sinto no direito de julgá-lo, tampouco posso desejar-lhe o Mal- mesmo porquê é um ser humano. Creio, todavia, na Lei do Retorno- a esta, estamos todos sujeitos.
Qualquer pessoa que adoeça- mesmo que eu não conheça- mas saiba de sua existência, tem minhas orações. No caso de Lula, não é diferente. Só posso desejar-lhe o bem: desejo-lhe a cure. Não posso pensar que ele não existe. Não posso ser indiferente.
Ter adoecido, contudo, não lhe confere beatitude, ou mesmo o grau de santidade como pretendem alguns.
Quem sabe essa doença não tenha vindo para que ele repense seus atos e se redima perante Deus e os que ele prejudicou? Poderá até mesmo vir a cumprir suas promessas de campanha… Quem sabe?… Deus não é vingativo, mas justo.
Lula tem garra, tenacidade e condições financeiras mais do que suficientes, que lhe conferem tratamento privilegiado (da qual carece a maioria do povo), para que se recupere e se cure.
Mirna Cavalcanti de Albuquerque
Rio de Janeiro, 31 de outubro de 2011.
Ao MAL não desejo o BEM
Antes de continuarmos afagando o ego do querido Apedeuta e até começar a santificá-lo, gostaria de lembrar-lhe algumas coisinhas:
1) Os milhares de jovens que hoje estão nas drogas graças ao companheirismo do Apedeuta para com as FARC;
2) As milhares de mães que neste exato momento estão com o coração partido aguardando o retorno de seus filhos que ainda não voltaram porque estão em algum lugar, escondidos, esperando o efeito das drogas passar ou estão fugindo do traficante que pretende matá-los friamente. Sim, as mesmas drogas que as FARC, amicíssimas do querido Apedeuta, fazem entrar no país diariamente com a conivência dele e de seus asseclas;
3) Eu mesmo vi uma jovem de 17 anos desfigurada porque tentou apartar uma briga entre o irmão mais velho e o traficante que o matou com 2 tiros no rosto. O querido Apedeuta não estava lá, mas é cúmplice honorário. Nunca desfez o acordo de ajuda às FARC narcoterroristas;
4) Agora mesmo alguma jovem, menor, está se prostituindo para conseguir alguma droga da mão de um traficante, graças às ações magnânimas do querido Apedeuta;
5) Os entes queridos que agora mesmo estão chorando pela perda de um dentre os mais de 40.000 mortos/ano vítimas dos delinqüentes que foram soltos pelo querido Apedeuta pelas leis da frouxidão moral na qual ele mesmo vive e quer que todos vivamos;
6) As crianças que não poderão mais ser disciplinadas por seus pais porque o querido Apedeuta proibiu a disciplina física esperando que milhões de seres inocentes sigam seu péssimo exemplo de indisciplina e imoralidade;
7) As famílias de Raposa Serra do Sol que viviam pacificamente em suas terras, produzindo, e hoje não têm mais onde morar por um ato do querido Apedeuta que as baniu de lá para dar lugar aos índios que se encarregarão de destruir a terra ou de a entregar aos globalistas ávidos pelo nióbio brasileiro que lá está;
8) Os milhões de fetos que estarão aguardando a morte ainda no útero de suas mães quando a lei do aborto for aprovada pela equipe do querido Apedeuta, que incentivou a prática do aborto no país;
9) A edição do PNDH3, que é a maior aberração jurídica além de uma abominação à moral, à religião, aos bons costumes e uma afronta a qualquer pessoa de bem, por conta do querido Apedeuta (lembrando que o PNDH2 veio com FHC);
10) A tentativa de proibição de defesa armada por parte dos cidadãos que não têm mais como se defender dos bandidos graças às leis editadas pelo querido Apedeuta;
11) O acolhimento sem reservas de todo tipo de terrorista e assassino que o mundo produz para dentro do país, que sustenta a maior carga tributária do mundo, por obra do querido Apedeuta e por conta de toda a população brasileira.
12) Mensalão, dossiês, mentiras, cartão corporativo, passaportes diplomáticos, acobertamento de criminosos, contratação de terroristas das FARC no governo federal, MST, UNE, ONGs, aumento da dívida interna que já comprometeu, pelo menos, três gerações de brasileiros que ainda não nasceram;
13) A corrupção não começou com ele, mas ele a aperfeiçoou enormemente, para obter recursos à revolução comunista, que foi perdida no idos de 1964 mas que ainda não morreu completamente.
A lista parece não ter fim, mas isso já dá uma leve recordação da ficha corrida do querido Apedeuta.
Ainda: vejo oportuno lembrar as palavras que Deus disse ao profeta Jeremias quando os dirigentes da nação desviaram-se do bom caminho (e levaram muita gente junto) e começaram a fazer quase as mesmas coisas que vemos hoje no Brasil (eu disse ‘quase’):
“Tu, pois, não ores por este povo, nem levantes por ele clamor ou oração, nem me supliques, porque eu não te ouvirei.” (Jeremias 7:16).
Mas não foi só:
“Tu, pois, não ores por este povo, nem levantes por ele clamor nem oração; porque não os ouvirei no tempo em que eles clamarem a mim, por causa do seu mal.” (Jeremias 11:14).
Ao MAL não desejo o BEM.
Esforço-me para não desejar-lhe mal algum, mas não posso deixar de clamar a Deus por justiça.
___________________________________________
“Obama faça o SUS; é mais barato e de qualidade”, diz Lula.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
"O bom Julgador por si, Julga os Outros!"
"Quando se verifica discrepância entre as palavras e os atos de uma criatura (principalmente um homem público), há que se estar atento, pois não se sabe qual dos dois corresponde à verdade”. MCA
I INTRODUÇÂO
Pretendia escrever artigo sobre esse mesmo assunto, ao qual tenho dedicado a maior parte de minha vida profissional. O tempo tem sido pouco e, ao receber o artigo que hoje posto, enviado pelo amigo Odoaldo Vasconcelos Torres , aposentado e lutador pelos Direitos todos que têm sido NEGADOS pelos governos, pensei logo na necessidade de vê-lo publicado.
“O sonho não acabou”… e assim continuaremos a sonhar e a agir. O caos pelo qual estamos passando é de anos, mas piorou durante o governo de FFHHCC, o presidente ’scholar’. Prosseguiu com LULA o ’presidente trabalhador’ e , como sua fiel escudeira venceu a eleição,e disse (sic) seguiria fazendo o que seu mestre lhe ensinara, tudo indica continuará com o mesmo tratamento de seu criador, o Reizinho(quase destronado) de Pindorama. (*)
Em artigo conciso, objetivo e verdadeiro, seu autor revela as verdades sobre a forma desconsiderada e de lamentável desrespeito frontal à própria Contituição Federal, os aposentados e pensionistas do RGPS, que esses desgovernados governos têm-nos tratado.
Faltou Lula com a verdade para eleger-se a primeira vez, ao combater o desumano Fator Previdenciário . Faltou com a verdade durante oito longos anos . Aliás: não só ele como sua ’troupe’, são dotados de talentos histriônicos consideráveis, pois todas as vezes em que se pronunciam, tem-se ouvido tudo, menos verdades. Não mais enganam a quem quer que seja. A VERDADE é clara como a LUZ SOLAR. Muitas das mentiras ditas – a maioria – estão já descobertas, pois o Sol as tem derretido. Muitas mais – senão TODAS aparecerão.
De nada adiantará o PNDH3 que Sua Majestade alegou ter assinado sem ler. Nenhum brasileiro nasceu para ser escravo de ideologias quaisquer que sejam, muito menos permitirão, os que amam o país, um revivaI -zumbi de um Stalinismo-Leninismo já transformado em pó, como modelo de governo. Somos uma democracia e assim continuaremos. Democracia esta, que permite e respeita a existência de partidos outros ditos ’de esquerda’. Todavia, o PT de LULLA, foi desviado pelo seu chefe da sua rota primeira e carreou consigo os demais, implantando a anarquia neste pais.
Amizades com líderes das FARCs, que não podem ser negadas, pois registradas na mídia; atitudes como a referente a BATTISTI, condenado à prisão perpétua pela Corte Suprema da Itália (com a qual o Brasil assinou Contrato de Extradição) e que LULA descumpriu e agora, para finalizar, envergonhando mais uma vez – entre tantas – nosso país, ousa querer conceder aquele criminoso cidadania brasileira – como se aqui já não houvesse bandidos em demasia – não só dentro,como mas fora das prisões…
Senhores, a essas duas situações, poderia acrescentar muitas mais – no entanto, não é este meu propósito agora. Esta é uma simples introdução ao artigo (com o qual concordo amplamente) de um brasileiro indignado- como eu e tantos outros.
Leiam amigos e inteirem-se da triste realidade que o senhor Odoaldo revela. Não poderão alegar, como o faz o líder dos trabalhadores – que pouco ou nada trabalhou: que não sabiam. Sabem, sim – e os que em sua seguidora votaram. São tão responsáveis quando elles não só pelo mal que têm feito, como pelo que estão planejando do fazer. Serão coniventes.
AINDA HÁ TEMPO, NÃO AJAM COMO MOUCOS E MUDOS. PENSEM NO FUTURO – EM COMO SERÁ - SE IMPLANTAREM O QUE PRETENDEM.
Mirna Cavalcanti de Albuquerque
(*) Emocionado, o referido monarca tupiniquim, por ter que deixar o poder (pelo menos aparentemente), não tem podido conter suas lágrimas.Comove até mesmo os corações mais emperdenidos.
II – O BOM JULGADOR, POR SI, JULGA OS OUTROS!
O presidente Luis Inácio, em mais um de seus “discursos inferiores,” disse mais uma vez que a queda da CPMF foi um ato de “ódio, rancor e maldade.” Ora, o seu PT quando da criação da CPMF, foi contra. O seu governo, em seus seis anos de arrecadação da mesma, não melhorou em nada a Saúde no Brasil. Não deixou de morrer gente nas filas dos Hospitais; a dengue campeou; o brasileiro teve que fazer mais um sacrifício e recorrer aos Planos de Saúde privados para não morrer nas portas dos hospitais. Na vigência da CPMF, o dinheiro entrava e ninguém sabia para onde ia. O fato é que a Saúde Pública no Brasil é caso de calamidade pública.
Alegar que é falta de dinheiro, pela queda da CPMF, é desculpa esfarrapada. Dinheiro tem. O que mais se viu e ouviu, foi que, a cada mês, a arrecadação aumentava.
Presidente , diminua os Ministérios incompetentes e desnecessários; diminua os gastos com cartões corporativos; diminua as viagens internacionais inúteis, para fazer campanha para o senhor galgar a Presidência da ONU(**); diminua as dispensas das dívidas de países da África e da América Latina; deixe de pagar os absurdos juros da Dívida Interna, considerando que esta já foi paga muitas vezes; diminua a corrupção no seu governo; diminua os DAS dos “cumpanherus,” que, com certeza, o dinheiro aparecerá e a Saúde poderá melhorar, isto se tiver um Ministro competente e comprometido com a solução dos graves problemas do Brasil.
Presidente, ódio, rancor e maldade, este foi o sentimento que o senhor demonstrou durante todo o seu governo, contra a frágil oposição.
Lembra-se que o senhor na campanha para as eleições de 2010, pregou a extinção do DEM? Então Presidente, quem é que tem ódio, rancor e maldade? O bom julgador, por si, julga os outros!
Odoaldo Vasconcelos Passos - Belém-PA
(**) NOTA :
Eu, Mirna Cavalcanti de Albuquerque, penso que as trapalhadas (para ser o mais polida possível) de Lula impedirão que tal – ou algo assemelhado – ocorra. E rogo mesmo a Deus não o permita.
DO BLOG www.companhiadosaposentados.blogspot.com
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mirna cavalcanti de albuquerque pinto da cunha
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12/16/2010 12:58:00 AM
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010
A violência contra JOSÉ SERRA Não foi ocasional.
| A HISTÓRIA é testemunha do passado, luz da verdade, vida da memória, mestra da vida, anunciadora dos tempos antigos." (Cícero) |
É não só de lamentar-se o ocorrido hoje com o candidato José Serra, como temos que considerá-lo exemplo a ser evitado. Neste sentido,foi bom, pois mostrou o que lhe poderá ocorrer se sua segurança não for reforçada – e muito.
Esse fato dever ser averiguado com todo o cuidado e aprofundamento que demanda. Eram muitas as pessoas que estavam a seguir José Serra. A essas, juntaram-se outras. A truculência de manifestantes alheios aos verdadeiros interesses nacionais revelou-se em forma de ataques físicos ao candidato à presidência da República, que poderiam ter levado a conseqüências outras bem mais graves, quem sabe, até mesmo à morte. Não há exagero algum no que afirmo, pois bater na cabeça de alguém, dependendo qual parte do crânio é atingida pode sim, levar à morte. Não é necessário ser médico para chegar-se à essa conclusão.
Pus-me a pensar: quem teria interesse em fazer isso? Alguma pessoa com grave desequilíbrio mental?(Houve fuga de algum hospital psiquiátrico? Ou seria uma turba liderada por alguém – ou a soldo de alguém – movida por incontrolável sentimento de revolta… Mas quem?
Não estava só. Era um grupo, ao qual juntaram-se outros mais. Tudo leva a crer que não foi obra do acaso, mas de algo planejado .
Cabe aqui transcrever – sem intenção qualquer de ofender, mesmo porque não é verdade absoluta e generaliza ao ‘classificar’ –mas com certa propriedade, o PT:
“O PT é um partido orientado por intelectuais que estudam e não trabalham, formado por militantes que trabalham e não estudam, comandado por sindicalistas que não estudam nem trabalham e apoiados por eleitores QUE SÓ QUEREM MAIS BOLSAS, MAIS COTAS, MAIS TETAS PARA MAMAR E NÃO QUEREM MUDAR.” (Charles Friedrich Jr).
Posteriormente, ao ler a declaração do Secretário Geral do PT, onde a palavra ‘ódio’ é repetida duas vezes, comparei-a às muitas outras manifestações em artigos postados na internet (alguns mesmo no BW! e há muito não os leio, por seu nível-paskim)…Leio alguns dos comentários postados, de certas pessoas que, contrárias aos pensamentos por mim expendidos em artigos que redijo – ou em introduções a artigos de outros, ‘ódio’ é palavra quase sempre presente – entre adjetivações pesadas, grosseiras e inaceitáveis para a necessária convivência social, pacífica e de respeito aos direitos uns dos outros.
Pensei muito, fiz interconexões históricas e, nesse meu refletir, verifiquei interessante ligação quase umbilical na forma de expressão dos ‘escritores,comentaristas e mesmo do próprio dirigente petista que fez a declaração (OGLOBO) sobre a qual estou discorrendo. Em tudo se assemelha-se aos COMENTÁRIOS referidos supra. Parecem pães saídos de um mesmo forno.(*)
Seria leviandade e irresponsabilidade fazer acusações quaisquer que sejam. Não as estou fazendo – esclareço desde já – mas é necessário seja iniciada o mais breve possível- repito: O MAIS BREVE POSSÍVEL – uma séria investigação com o objetivo de não só encontrar, como punir os culpados.
Por outro lado, mas seguindo pensamento paralelo, é também notória a inverdade da afirmação-declaração do líder petista:
(sic)“…Agora, essa campanha instiga o ódio e isso não parte de nós. Infelizmente, foram eles que começaram essa campanha de ódio”
E mais:
“Eu lamento o incidente. Isso não é bom. Em momento algum o nosso partido incentiva esse tipo de ação. Agora, essa campanha instiga o ódio e isso não parte de nós. Infelizmente, foram eles que começaram essa campanha de ódio. Mas somos contra qualquer ato de violência e não aceitamos ações como essa.”
Escrevi ‘inverdade’ sobre a asserção daquele dirigente petista, pois:
1 – em momento algum a campanha de José Serra instiga sentimentos baixos, violentos, mas fraternos e de solidariedade;
2 – se, como nos quer fazer crer seu lider, os petistas “não aceitassem ações em massa”, não estariam a subvencionar os sem-terra como o fazem. Não há como negar. É fato. Muitas foram as revistas, diversos os periódicos… Revelaram fotos de ‘acampamentos' dos ‘sem-terra’ com sacos e sacos de mantimentos os mais variados, nos quais podem ser vistos claramente de onde eram/são provenientes: do Governo Brasileiro.
3 – Outrossim, quando da invasão do Congresso por aquele amigo de Lula chefiando um bando de baderneiros- MST (quebraram o que deu para quebrar –móveis, espelhos, etc. patrimônio da União). Tinha-se a impressão de que Átila por ali havia passado, tal era o cenário que as imagens revelaram. Para espanto nosso, não só ficou tudo por isso mesmo, como após tal vandalismo, o tal senhor foi recebido em festa realizada ou em Palácio ou onde está a habitar Sua Excelência – o que prova o grau de conhecimento/amizade entre ambos.(**)
É evidente pelos próprios fatos que ‘de paz’ o PT não é nem em suas ‘falas’,pois:
3.1 – Corrobora ao meu raciocínio o fato de que, antes das eleições, o senhor Presidente da República ‘discursou’ em Santa Catarina como se fosse apenas líder sindical, e não o chefe do Estado Brasileiro. De seus olhos o brilho era tal, que pareciam saltar faíscas. De seu rosto, a máscara caiu e revelou o que carrega em seu peito: repleto – esse sim: de ‘ódio’ ao DEM.
Gritou, vociferou mesmo :
(sic)“Temos que extirpar o DEM”! (**)
Senhores leitores,
finalizo assinalando a necessidade de nosso candidato José Serra ter sua segurança reforçada – e muito – pois sua vida, à evidência, corre iminente perigo. Muitos são os que não desejam seja ele eleito presidente, por motivos que todos sabemos e aqui não escreverei pois fugirei do foco - e este, como nos ensinou Antonio Vieira, do alto de sua sabedoria: jamais deve ser deixado de lado. O foco, senhores, é a vida de SERRA que, ao ser eleito, fará sossobrar o plano urdido pelos petistas por bem mais do que vinte anos…
Armas de fogo, armas brancas, ‘bala perdida (excelente desculpa, vez que muitos são os óbitos registrados como oriundos de tais balas – só que no caso, tendo em vista o exposto supra, não seria ‘perdida’, mas bala direto no alvo pretendido e outras poderão ser motivos para tirar-lhe a vida.
Lembrem-se: em meio à multidão – ou mesmo atiradores com armas especiais e pontaria certeira poderão sim, fazer com que tal ocorra. Foi dessa forma que John F Kennedy foi assassinado.
Mirna Cavalcanti de Albuquerque
NOTA: PEÇO QUE FAÇAM ESTE CHEGAR AO CONHECIMENTO DE SERRA.
(*) www.brasilwiki.com.br
(**) é fácil encontrar seu nome e fotos: está na internet e tem saído em revistas e jornais. Faz-se (quando lhe interessa) passar por sem-terra – mas mora em casa de conforto – ou até mesmo luxo.
(***) essa sua grave falta, lembrava os discursos do Fuher. E foi uma – se não a maior ou quem sabe ainda – a causa de sua amiga ILDELI SALVATTI não ter sido eleita governadora. (O que aqui se planta, se colhe, diz o anexim).
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
"A verdade nacional: entrevista de Everardo Maciel, Aristides Junqueira e Ives Gandra"
Ante Scriptum
(Publiquei este artigo primeiramente em: www.brasilwiki.com.br)
Tudo o que tenho postado- meu e de outros autores - se atinente à Política - tem sido redarguido de forma quase sempre inadequada- grosseira mesmo por algumas pessoas que passaram a escrever neste espaço com o fito claro de defender idéias que não se coadunam com a realidade , para tentar confundir a mente dos leitores.
Baseado em diretrizes constitucionais e com objetivos elevados, este Espaço - sempre resguardado por seus criadores tem permitido a postagem de matérias diversas. De uns tempos para cá, no entanto, é de lamentar-se o abuso de alguns ’artigos’ em tudo assemelhados aos impressos em pasquins.
Isto é 'democracia': permite absurdos como as referidas matérias - e mesmo certos comentários que jamais deveriam ser publicados. Mas o são, com fundamento na DEMOCRACIA.
Essas pessoas às quais me refiro - estão a ultrapassar o Direito de Livre Expressão por ela, Democracia, assegurado. Todavia, há limites (os quais ignoram reiteradamente). Ignorá-los ou não, para a lei não importa. Se acionados, terão que responder civil e penalmente por suas ações.
Tudo fazem, na tentativa infrutífera de defender o indefensável: justamente atos daqueles que pretendem implantar Regime outro: oposto ao no qual vivemos.
Seu objetivo é tentar ludibriar o leitor, fundamentados no ideário e cartilhas comunistas. Não o Socialismo, mas o próprio Comunismo, ao qual brasileiro algum poderia adaptar-se, tendo em vista as características inerentes desta Nação.
Escrevem como robos - quantidade à qual falta qualidade.
Lembram - de longe - os peões em um tabuleiro de xadrez. Todavia, a eles não podem ser comparados, por sua função abstrusa.
Atuam de maneira claramente fanatizada e subserviente. Têm radicais posições e adjetivam ao máximo: tanto na defesa do partido ao qual servem, (ou por ’lealdade’ ou a ’soldo’) quanto no ataque de quem se posiciona de forma contrária a seus pensamentos.
Lula, seus "cumpanhêru" e mais seus acólitos, tentam eleger uma pessoa que carece dos requisitos fundamentais até para candidatar-se à Presidência da Repúlica- quanto mais sentar-se na curul presidencial.
Senhores leitores
Abaixo, transponho a exposição de pessoas instruídas, cultas, de conhecimento profundo e de inteligência incomuns.
Os que costumam ler o que escrevo, poderão constatar que a referida matéria corrobora com o foco de minhas atenções. Há itens que não mencionam - pois não era essa a intenção. Todavia comprova que os pensamentos por mim expendidos no que escrevo ou posto - não diverge dos desses mestres do Direito.
Minha coerência e equilíbrio no que tange à preferência pelo Regime de Governo Democrático é inabalável.
Mirna Cavalcanti de Albuquerque
"Os primeiros seis anos e meio do governo Lula foram de um democrata. Desde o desastrado episódio de Honduras e de apoio ao ditador do Irã, houve uma guinada do governo para alinhar-se com os países que estão se afogando nos pântanos das sandices de histriônicos tiranetes. Inclusive, só para registro, foi inacreditável o que este senhor disse na ONU na quinta-feira passada. Perante a história, portanto, principia a desfigurar-se a imagem do presidente Lula. O que a sociedade temia no início do primeiro mandato e não aconteceu, tornando, pois, o governo do PT bem-sucedido, começa, todavia, a ocorrer agora, em que o presidente Lula vai se tornando um mero acólito de Chávez". - Ives Gandra Martins
"A América Latina sempre se sujeitou a ondas de atraso: umas, totalitárias; outras, populistas. Essas ondas são passageiras, ressalvado o caso de Cuba, que é a única experiência duradoura de totalitarismo conjugado com populismo. Já agora há uma tentativa de disseminar, de forma dissimulada ou mitigada, o vetusto modelo cubano, no qual já nem mesmo os irmãos Castro acreditam. O modelo inclui, preliminarmente, a adoção de programas populistas com o objetivo de cooptar as massas pobres, vítimas de uma contínua e injusta desatenção governamental, para em seguida garrotear os Poderes Legislativo e Judiciário e, por fim, subjugar a imprensa". - Everardo Maciel
"Quando o marketing político tem como destinatários eleitores que não têm o amadurecimento a que me referi na pergunta anterior, a resposta é sim. Mas para os "blindados" com uma educação ética individual, familiar e social, ou seja, para os que têm sólida educação cívica, a resposta é não. Infelizmente, entre nós, parece que grande parte de nossos concidadãos ainda faz do voto uma moeda de troca de pequenos favores". - Aristides Junqueira Alvarenga
Marcone Formiga - Como os senhores vêem a ofensiva do presidente Lula contra a imprensa?
Ives Gandra Martins - Lamentável! Não faz jus ao seu perfil de antigo defensor do Estado democrático e um dos artífices da saída do país do regime de exceção. Espero que se arrependa e volte atrás.
Everardo Maciel - Com muita preocupação, ainda que se saiba, por suas próprias palavras, que Lula é uma metamorfose ambulante. A liberdade de expressão é um dos pilares do estado democrático de direito.
Aristides Junqueira Alvarenga - Primeiramente, sinto-me frustrado por não ter sido convidado a assinar o manifesto lido pelo doutor Hélio Bicudo em frente à Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo, mas concordo com o seu "int". Qualquer conduta, seja de quem for, contra a liberdade de imprensa é atentatória à Constituição da República Federativa do Brasil. Muito mais grave é a ofensa quando se trata do chefe do Poder Executivo.
- Há algum sentido no fato de ele afirmar que a imprensa não é formadora de opinião?
Ives Gandra Martins - À evidência, não é a imprensa quem forma a opinião. A imprensa é apenas uma caixa de ressonância das opiniões da sociedade, inclusive daqueles denominados de formadores de opinião, que são poucos.
Everardo Maciel - É certo que a opinião não se faz apenas por meio da imprensa. Desconhecer, contudo, seu papel na formação da opinião pública é supina ignorância ou destempero verbal inapropriado para um Chefe de Estado.
Aristides Junqueira Alvarenga - Ninguém pode negar que a imprensa, seja escrita, eletrônica, falada e televisiva, é o principal meio de formação da opinião pública.
- As evidências mostram que o propósito do presidente é controlar os meios de comunicação, restringindo a liberdade de expressão. Isso é compatível com uma democracia?
Ives Gandra Martins - Pelo Programa Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH-3), assinado pelo presidente em fins de 2009, havia nítida tendência ao controle da imprensa, como ocorre nas republiquetas bolivarianas. Certamente, sem imprensa livre, não há democracia. Lamento, pois, que um antigo defensor da democracia tenha enveredado por este caminho de não convivência com as críticas, principalmente quando embasadas em fatos incontestes.
Everardo Maciel - Já vi várias iniciativas no atual governo com o propósito da policiar a imprensa. Felizmente, nenhuma delas prosperou. Percebe-se, entretanto, que o assunto não está encerrado. É necessário, portanto, forjar uma consciência nacional que resista a qualquer tentativa de restringir a liberdade de expressão.
Aristides Junqueira Alvarenga - Não posso acreditar que um chefe de governo, que é, ao mesmo tempo, chefe de um Estado constitucionalmente democrático, possa querer restringir a liberdade de expressão de quem quer que seja. É certo que a liberdade de expressão está necessariamente ligada à responsabilidade pelos possíveis excessos decorrentes de tal liberdade. Esta se afere posteriormente ao exercício da liberdade de expressão pelo cidadão, jamais previamente. Trata-se de postulado constitucional com relação ao qual não se pode transigir: "É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (art. 5, inciso IX, da Constituição da República). É, pois, evidente que qualquer restrição à liberdade de expressão é conduta atentatória ao regime democrático.
- Por que os maiores países da América Latina estão se empenhando em cercear a liberdade de imprensa?
Ives Gandra Martins - A esquerda radical é incompatível com a democracia. Muitos desses países estão sendo dominados por aprendizes de ditadores. Espera-se que uma esquerda mais inteligente oponha-se, além da sociedade não "esquerdizada", que sempre é contra qualquer ditadura.
Everardo Maciel - A América Latina sempre sujeitou a ondas de atraso: umas, totalitárias; outras, populistas. Essas ondas são passageiras, ressalvado o caso de Cuba que é a única experiência duradoura de totalitarismo conjugado com populismo. Já agora há uma tentativa de disseminar, de forma dissimulada ou mitigada,o vetusto modelo cubano, no qual já nem mesmo os irmãos Castro acreditam. O modelo inclui, preliminarmente, a adoção de programas populistas com o objetivo de cooptar as massas pobres, vítimas de uma contínua e injusta desatenção governamental,para em seguida garrotear os Poderes Legislativo e Judicial e, por fim, subjugar a imprensa. A Venezuela é o exemplo mais visível dessa nova onda. Na Argentina, o governo do casal K tem exercido pressão máxima contra a imprensa, fazendo uso da denunciação caluniosa e até mesmo da coação por intermédio da administração fiscal (a designação de duzentos fiscais para fazer "auditoria" em El Clarín é marca imbatível de abuso de autoridade, em matéria fiscal).
Aristides Junqueira Alvarenga - Todo cerceamento à liberdade de imprensa, principalmente por parte de governantes, revela despotismo, conceituado o termo como poder absoluto e arbitrário ou sistema de governo que se funda no poder de dominação sem freios. E é inquestionável que a imprensa é eficiente freio ao despotismo. Qualquer governante que tente cercear a liberdade da imprensa está a revelar sua vocação de déspota.
- Seria uma influência dos irmãos Castro ou de Hugo Chávez?
Ives Gandra Martins - Sem dúvida alguma. Os fracassos econômicos de Cuba e Venezuela, nas mãos de Fidel e Raúl Castro e de Chávez, não estão servindo de lição. É de se lembrar que Venezuela e Cuba vão muito mal economicamente, e Chile, que não tem um governo de esquerda, vai muito bem. Basta comparar.
Everardo Maciel - Sem dúvida. O Coronel Chávez se inclui na fauna dos conhecidos "gorilas" latino-americanos, desta feita com pretensões caudilhescas. Buscou legitimação perante a velha esquerda, ao devotar religiosa submissão aos irmãos Castros. O preço da legitimação foi o fornecimento de petróleo a preços generosos, com o objetivo de dar sobrevida à falida economia cubana. A "ampla" liberdade de imprensa existente em Cuba e na Venezuela passou a servir de modelo para diversas agremiações políticas latino-americanas.
Aristides Junqueira Alvarenga - É possível, ou melhor, provável.
-Existe democracia sem imprensa livre?
Ives Gandra Martins - Jamais! A imprensa representa os pulmões da sociedade.
Everardo Maciel - Claro que não.
Aristides Junqueira Alvarenga - Absolutamente, NÃO - Alexis de Tocqueville afirmou que, muitas vezes, o excesso de liberdade só pode ser eficaz com mais liberdade, porque a sociedade se auto-ajusta. Os senhores concordam?
Ives Gandra Martins - Plenamente de acordo.
Everardo Maciel - Os limites da liberdade são aqueles estabelecidos na Constituição, perante a qual não existirão excessos, nem déficits.
Aristides Junqueira Alvarenga - Tratando-se de liberdade de imprensa, esta há de ser plena e não se pode falar em excesso de liberdade. O que pode haver é excesso no exercício dela, e este pode ser judicialmente sancionado a posteriori por iniciativa daquele que se julgar ofendido.
- O amadurecimento da democracia irá permitir que a população, mediante o voto, separe aquele que é bom candidato do que será um bom presidente ou um bom governador?
Ives Gandra Martins - No tempo, sim. O aprendizado da democracia é lento e, muitas vezes, penoso, principalmente quando se utiliza dinheiro dos contribuintes para maciça propaganda oficial. O amadurecimento, todavia, é conquistado pela comparação entre as experiências passadas.
Everardo Maciel - Em tese, sim. Há, todavia, fatores que perturbam gravemente o exercício da democracia pelo voto: o poder econômico, o uso ilícito do Estado, a intervenção política de instituições religiosas, a abusiva participação de sindicatos e de movimentos ditos sociais, a proliferação de legendas de aluguel, as deformações associadas a um sistema eleitoral obsoleto e insubsistente. Infelizmente, a realidade mostra que, no Brasil, tem havido uma expressiva e contínua perda na qualidade da representação popular e dos governantes. Vejamos o caso do candidato Tiririca, cuja campanha, sob o olhar indiferente do Ministério Público é um deboche contras as instituições republicanas. Sua provável votação expressiva é uma manifestação explícita de descrédito dos eleitores na representação popular e resultará na eleição de vários outros parlamentares integrantes de sua coligação nas eleições proporcionais, por conta dessa excêntrica regra eleitoral brasileira.
Aristides Junqueira Alvarenga - Democracia é governo do povo representado pelos seus escolhidos. Quanto mais o povo amadurecer, melhor será a escolha de seus representantes. Aqui, o conceito de amadurecimento há de ser melhor educação ética individual, familiar e social de cada eleitor.
- Qual é a opinião de vocês sobre o marketing político? É capaz de criar ou falsificar candidatos?
Ives Gandra Martins - Sim. Em meu livro "Uma breve teoria do poder" (Edição Revista dos Tribunais), debruço-me longamente sobre o tema e sobre a produção de marionetes pelos marqueteiros.
Everardo Maciel - A veiculação das idéias dos candidatos é indispensável à democracia moderna. O marketing político, entretanto, tem sido mero instrumento de dissimulação, produzindo não raro situações caricatas ou farsescas.
Aristides Junqueira Alvarenga - Quando o marketing político tem como destinatários eleitores que não têm o amadurecimento a que me referi na pergunta anterior, a resposta é sim. Mas para os " blindados" com uma educação ética individual, familiar e social, ou seja, para os que têm sólida educação cívica, a resposta é não. Infelizmente, entre nós, parece que grande parte de nossos concidadãos ainda faz do voto uma moeda de troca de pequenos favores.
- Quando o presidente Lula se elegeu pela primeira vez, a impressão que prevalecia era que o PT iria levar o país a entrar em uma inquisição xiita insuportável. Não aconteceu isso. Ele mudou para o estilo Hugo Chávez?
Ives Gandra Martins - Os primeiros seis anos e meio do governo Lula foram de um democrata. Desde o desastrado episódio de Honduras e de apoio ao ditador do Irã, houve uma guinada do governo para alinhar-se com os países que estão se afogando nos pântanos das sandices de histriônicos tiranetes. Inclusive, só para registro, foi inacreditável o que este senhor disse na ONU na quinta-feira passada [Ives Gandra refere-se ao discurso de Mahmoud Ahmadinejad, proferido no dia 23, na Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas, no qual o presidente iraniano afirmou que os atentados de 11 de setembro de 2001 foram um "complô" dos Estados Unidos. A declaração de Ahmadinejad provocou a saída imediata das delegações americana, britânica e da União Europeia do plenário da ONU]. Perante a história, portanto, principia a desfigurar-se a imagem do presidente Lula. O que a sociedade temia no início do primeiro mandato e não aconteceu, tornando, pois, o governo do PT bem-sucedido, começa, todavia, a ocorrer agora, em que o presidente Lula vai se tornando um mero acólito de Chávez.
Everardo Maciel - A impressão que tenho é que ele está em um processo acelerado de descontrole, em virtude da perspectiva real de afastar-se do poder. Sua baixa auto-estima, que pretende compensar com uma conduta mitômana e autorreferida, e suas deficiências intelectuais não lhe oferecem condições para entender que o poder pessoal, em uma democracia, deve ser necessariamente transitório.
Aristides Junqueira Alvarenga - Minha percepção é a de que as posições do PT nos governos anteriores - em que o partido era oposição - e até mesmo na Constituinte eram completamente contraditórias com as condutas do PT de hoje, governista, condutas essas que, de fato, são muito semelhantes aos comportamentos dos governos a que o PT se opunha. O que não se pode admitir é a prepotência, que não se coaduna com o regime democrático.
- A democracia é melhor dentro do mais complexo e do pior panorama político?
Ives Gandra Martins - A democracia, apesar de todos os seus defeitos, ainda é o regime político menos ruim.
Everardo Maciel - É a melhor opção conhecida.
Aristides Junqueira Alvarenga - A democracia é melhor quando o povo é cada vez melhor no processo de escolha de seus representantes, seja na chefia do Poder Executivo, seja, principalmente, na órbita do Poder Legislativo.
- Outro problema do país é a violência, uma vez que o crime organizado avança cada vez mais. Afinal, o Estado está perdendo essa guerra?
Ives Gandra Martins - Não só o Brasil, mas o mundo todo. Creio que a perda de valores religiosos e familiares, em todo o mundo, tem levado as pessoas a procurar vantagem em tudo. Por outro lado, a perda dos referenciais familiares tem também propiciado o avanço da deterioração dos costumes e das drogas, porque está gerando um comércio mundial de fantástica ilegalidade e força, propiciando a manutenção do crime organizado, que utiliza os viciados como peões de um jogo de xadrez. Se não reconquistarmos os valores superiores das religiões e da família, a batalha será difícil de ser ganha.
Everardo Maciel - Está perdendo, de forma clamorosa. O mais grave é que não se vislumbra nenhuma iniciativa dos Poderes Públicos, com aparência mínima de inteligência, visando enfrentar o crime organizado, o tráfico de drogas, a delinqüência juvenil e tudo o mais que oferece substrato para a violência, que transformou importantes espaços urbanos brasileiros em verdadeira selva selvaggia.
Aristides Junqueira Alvarenga - Está. Um dos fatores é a excessiva demora da resposta estatal, por meio de um processo penal complexo, lento e ineficiente, com um sistema de cumprimento de pena privativa de liberdade que faz de nossos estabelecimentos penais verdadeiras sedes de organizações criminosas. Outro fator é a ineficiência das forças de segurança pública, principalmente quando se trata de coibir a posse, o porte e o uso ilegais de armas de fogo. Entre muitos outros fatores, não se pode esquecer que muitas organizações criminosas encontram parceria no seio da própria organização do Estado, por ação ou por omissão. Afinal, quantos conglomerados humanos, entre nós, não têm a presença efetiva do Estado?
- Por que a distribuição de renda também continua desigual, apesar de todas as mudanças que ocorreram nas últimas décadas?
Ives Gandra Martins - Continua desigual porque os 35% de carga tributária do Brasil (elevadíssima para um país que não presta serviços públicos à altura) vão quase todos para os detentores do poder. Poucomais de um milhão de servidores ativos e inativos da União receberão, em 2010, quase R$ 200 bilhões de subsídios, enquanto quase 12 milhões de famílias receberão apenas R$ 12 bilhões pelo programa Bolsa Família. Quando se fala em distribuição de renda por tributos, esta distribuição é "pro domo sua" [ou seja, "em causa própria"]. Beneficia quase que exclusivamente os detentores do poder.
Everardo Maciel - A estabilidade financeira e os programas de transferência de renda se revelaram bons instrumentos para reduzir as desigualdades sociais. São, contudo, insuficientes. Os programas de transferência de renda resultarão inócuos se não estiverem associados a ações visando a promoção social dos beneficiários e sua inclusão no mercado formal de trabalho. De resto, não há como pensar em mudanças estruturais no perfil das desigualdades sociais sem uma política educacional vigorosa e consistente - matéria na qual estamos muito longe de alcançar um patamar minimamente aceitável.
Aristides Junqueira Alvarenga - Porque desiguais são as oportunidades e a qualidade de educação escolar e cultural dos brasileiros.
- Agora é a vez de Karl Marx: ele afirmava que as mudanças materiais e de valores sociais são mais lentas do que as alterações estruturais. Os senhores concordam ou não e por quê?
Ives Gandra Martins - Marx foi um gênio que nunca teve razão. Sem valores, as mudanças sociais e estruturais não se dão. Veja o fracasso de todos os países da Cortina de Ferro na segunda metade do século XX. Quando os fins justificam os meios e os meios são usados sem valores, jamais os fins são alcançados. A inexistência da ética nos meios, para a obtenção dos fins, contamina os próprios fins, que passam a ser necessariamente aéticos.
Everardo Maciel - Caminhar em direção à civilização é um processo longo e exigente.Lamentavelmente,vivemos uma crise axiológica, em que os poucos valores que construímos ao longo da história estão se decompondo, em razão de um acentuado relativismo moral combinado com a banalização de práticas delituosas ou pouco virtuosas.
Aristides Junqueira Alvarenga - Não há dúvida de que são lentas as mudanças, para melhor, dos valores sociais. Por outro lado, sua deterioração parece ser mais rápida. Em um mundo de consumo de valores materiais cada vez mais sedimentados, valores éticos e sociais se mostram cada vez mais definhados. Valores como o da vida, principalmente o da vida humana, são abatidos por um par de tênis, por um automóvel, por pouco ou muito dinheiro. O mais espantoso é que a habitualidade desses fatos já não mais produz indignação nem consciência de que urge mudar.
http://www.defesadademocracia.com.br/2010/10/15/entrevista-de-everardo-maciel-aristides-junqueira-e-ives-gandra/
(Publiquei este artigo primeiramente em: www.brasilwiki.com.br)
Tudo o que tenho postado- meu e de outros autores - se atinente à Política - tem sido redarguido de forma quase sempre inadequada- grosseira mesmo por algumas pessoas que passaram a escrever neste espaço com o fito claro de defender idéias que não se coadunam com a realidade , para tentar confundir a mente dos leitores.
Baseado em diretrizes constitucionais e com objetivos elevados, este Espaço - sempre resguardado por seus criadores tem permitido a postagem de matérias diversas. De uns tempos para cá, no entanto, é de lamentar-se o abuso de alguns ’artigos’ em tudo assemelhados aos impressos em pasquins.
Isto é 'democracia': permite absurdos como as referidas matérias - e mesmo certos comentários que jamais deveriam ser publicados. Mas o são, com fundamento na DEMOCRACIA.
Essas pessoas às quais me refiro - estão a ultrapassar o Direito de Livre Expressão por ela, Democracia, assegurado. Todavia, há limites (os quais ignoram reiteradamente). Ignorá-los ou não, para a lei não importa. Se acionados, terão que responder civil e penalmente por suas ações.
Tudo fazem, na tentativa infrutífera de defender o indefensável: justamente atos daqueles que pretendem implantar Regime outro: oposto ao no qual vivemos.
Seu objetivo é tentar ludibriar o leitor, fundamentados no ideário e cartilhas comunistas. Não o Socialismo, mas o próprio Comunismo, ao qual brasileiro algum poderia adaptar-se, tendo em vista as características inerentes desta Nação.
Escrevem como robos - quantidade à qual falta qualidade.
Lembram - de longe - os peões em um tabuleiro de xadrez. Todavia, a eles não podem ser comparados, por sua função abstrusa.
Atuam de maneira claramente fanatizada e subserviente. Têm radicais posições e adjetivam ao máximo: tanto na defesa do partido ao qual servem, (ou por ’lealdade’ ou a ’soldo’) quanto no ataque de quem se posiciona de forma contrária a seus pensamentos.
Lula, seus "cumpanhêru" e mais seus acólitos, tentam eleger uma pessoa que carece dos requisitos fundamentais até para candidatar-se à Presidência da Repúlica- quanto mais sentar-se na curul presidencial.
Senhores leitores
Abaixo, transponho a exposição de pessoas instruídas, cultas, de conhecimento profundo e de inteligência incomuns.
Os que costumam ler o que escrevo, poderão constatar que a referida matéria corrobora com o foco de minhas atenções. Há itens que não mencionam - pois não era essa a intenção. Todavia comprova que os pensamentos por mim expendidos no que escrevo ou posto - não diverge dos desses mestres do Direito.
Minha coerência e equilíbrio no que tange à preferência pelo Regime de Governo Democrático é inabalável.
Mirna Cavalcanti de Albuquerque
"Os primeiros seis anos e meio do governo Lula foram de um democrata. Desde o desastrado episódio de Honduras e de apoio ao ditador do Irã, houve uma guinada do governo para alinhar-se com os países que estão se afogando nos pântanos das sandices de histriônicos tiranetes. Inclusive, só para registro, foi inacreditável o que este senhor disse na ONU na quinta-feira passada. Perante a história, portanto, principia a desfigurar-se a imagem do presidente Lula. O que a sociedade temia no início do primeiro mandato e não aconteceu, tornando, pois, o governo do PT bem-sucedido, começa, todavia, a ocorrer agora, em que o presidente Lula vai se tornando um mero acólito de Chávez". - Ives Gandra Martins
"A América Latina sempre se sujeitou a ondas de atraso: umas, totalitárias; outras, populistas. Essas ondas são passageiras, ressalvado o caso de Cuba, que é a única experiência duradoura de totalitarismo conjugado com populismo. Já agora há uma tentativa de disseminar, de forma dissimulada ou mitigada, o vetusto modelo cubano, no qual já nem mesmo os irmãos Castro acreditam. O modelo inclui, preliminarmente, a adoção de programas populistas com o objetivo de cooptar as massas pobres, vítimas de uma contínua e injusta desatenção governamental, para em seguida garrotear os Poderes Legislativo e Judiciário e, por fim, subjugar a imprensa". - Everardo Maciel
"Quando o marketing político tem como destinatários eleitores que não têm o amadurecimento a que me referi na pergunta anterior, a resposta é sim. Mas para os "blindados" com uma educação ética individual, familiar e social, ou seja, para os que têm sólida educação cívica, a resposta é não. Infelizmente, entre nós, parece que grande parte de nossos concidadãos ainda faz do voto uma moeda de troca de pequenos favores". - Aristides Junqueira Alvarenga
Marcone Formiga - Como os senhores vêem a ofensiva do presidente Lula contra a imprensa?
Ives Gandra Martins - Lamentável! Não faz jus ao seu perfil de antigo defensor do Estado democrático e um dos artífices da saída do país do regime de exceção. Espero que se arrependa e volte atrás.
Everardo Maciel - Com muita preocupação, ainda que se saiba, por suas próprias palavras, que Lula é uma metamorfose ambulante. A liberdade de expressão é um dos pilares do estado democrático de direito.
Aristides Junqueira Alvarenga - Primeiramente, sinto-me frustrado por não ter sido convidado a assinar o manifesto lido pelo doutor Hélio Bicudo em frente à Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo, mas concordo com o seu "int". Qualquer conduta, seja de quem for, contra a liberdade de imprensa é atentatória à Constituição da República Federativa do Brasil. Muito mais grave é a ofensa quando se trata do chefe do Poder Executivo.
- Há algum sentido no fato de ele afirmar que a imprensa não é formadora de opinião?
Ives Gandra Martins - À evidência, não é a imprensa quem forma a opinião. A imprensa é apenas uma caixa de ressonância das opiniões da sociedade, inclusive daqueles denominados de formadores de opinião, que são poucos.
Everardo Maciel - É certo que a opinião não se faz apenas por meio da imprensa. Desconhecer, contudo, seu papel na formação da opinião pública é supina ignorância ou destempero verbal inapropriado para um Chefe de Estado.
Aristides Junqueira Alvarenga - Ninguém pode negar que a imprensa, seja escrita, eletrônica, falada e televisiva, é o principal meio de formação da opinião pública.
- As evidências mostram que o propósito do presidente é controlar os meios de comunicação, restringindo a liberdade de expressão. Isso é compatível com uma democracia?
Ives Gandra Martins - Pelo Programa Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH-3), assinado pelo presidente em fins de 2009, havia nítida tendência ao controle da imprensa, como ocorre nas republiquetas bolivarianas. Certamente, sem imprensa livre, não há democracia. Lamento, pois, que um antigo defensor da democracia tenha enveredado por este caminho de não convivência com as críticas, principalmente quando embasadas em fatos incontestes.
Everardo Maciel - Já vi várias iniciativas no atual governo com o propósito da policiar a imprensa. Felizmente, nenhuma delas prosperou. Percebe-se, entretanto, que o assunto não está encerrado. É necessário, portanto, forjar uma consciência nacional que resista a qualquer tentativa de restringir a liberdade de expressão.
Aristides Junqueira Alvarenga - Não posso acreditar que um chefe de governo, que é, ao mesmo tempo, chefe de um Estado constitucionalmente democrático, possa querer restringir a liberdade de expressão de quem quer que seja. É certo que a liberdade de expressão está necessariamente ligada à responsabilidade pelos possíveis excessos decorrentes de tal liberdade. Esta se afere posteriormente ao exercício da liberdade de expressão pelo cidadão, jamais previamente. Trata-se de postulado constitucional com relação ao qual não se pode transigir: "É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (art. 5, inciso IX, da Constituição da República). É, pois, evidente que qualquer restrição à liberdade de expressão é conduta atentatória ao regime democrático.
- Por que os maiores países da América Latina estão se empenhando em cercear a liberdade de imprensa?
Ives Gandra Martins - A esquerda radical é incompatível com a democracia. Muitos desses países estão sendo dominados por aprendizes de ditadores. Espera-se que uma esquerda mais inteligente oponha-se, além da sociedade não "esquerdizada", que sempre é contra qualquer ditadura.
Everardo Maciel - A América Latina sempre sujeitou a ondas de atraso: umas, totalitárias; outras, populistas. Essas ondas são passageiras, ressalvado o caso de Cuba que é a única experiência duradoura de totalitarismo conjugado com populismo. Já agora há uma tentativa de disseminar, de forma dissimulada ou mitigada,o vetusto modelo cubano, no qual já nem mesmo os irmãos Castro acreditam. O modelo inclui, preliminarmente, a adoção de programas populistas com o objetivo de cooptar as massas pobres, vítimas de uma contínua e injusta desatenção governamental,para em seguida garrotear os Poderes Legislativo e Judicial e, por fim, subjugar a imprensa. A Venezuela é o exemplo mais visível dessa nova onda. Na Argentina, o governo do casal K tem exercido pressão máxima contra a imprensa, fazendo uso da denunciação caluniosa e até mesmo da coação por intermédio da administração fiscal (a designação de duzentos fiscais para fazer "auditoria" em El Clarín é marca imbatível de abuso de autoridade, em matéria fiscal).
Aristides Junqueira Alvarenga - Todo cerceamento à liberdade de imprensa, principalmente por parte de governantes, revela despotismo, conceituado o termo como poder absoluto e arbitrário ou sistema de governo que se funda no poder de dominação sem freios. E é inquestionável que a imprensa é eficiente freio ao despotismo. Qualquer governante que tente cercear a liberdade da imprensa está a revelar sua vocação de déspota.
- Seria uma influência dos irmãos Castro ou de Hugo Chávez?
Ives Gandra Martins - Sem dúvida alguma. Os fracassos econômicos de Cuba e Venezuela, nas mãos de Fidel e Raúl Castro e de Chávez, não estão servindo de lição. É de se lembrar que Venezuela e Cuba vão muito mal economicamente, e Chile, que não tem um governo de esquerda, vai muito bem. Basta comparar.
Everardo Maciel - Sem dúvida. O Coronel Chávez se inclui na fauna dos conhecidos "gorilas" latino-americanos, desta feita com pretensões caudilhescas. Buscou legitimação perante a velha esquerda, ao devotar religiosa submissão aos irmãos Castros. O preço da legitimação foi o fornecimento de petróleo a preços generosos, com o objetivo de dar sobrevida à falida economia cubana. A "ampla" liberdade de imprensa existente em Cuba e na Venezuela passou a servir de modelo para diversas agremiações políticas latino-americanas.
Aristides Junqueira Alvarenga - É possível, ou melhor, provável.
-Existe democracia sem imprensa livre?
Ives Gandra Martins - Jamais! A imprensa representa os pulmões da sociedade.
Everardo Maciel - Claro que não.
Aristides Junqueira Alvarenga - Absolutamente, NÃO - Alexis de Tocqueville afirmou que, muitas vezes, o excesso de liberdade só pode ser eficaz com mais liberdade, porque a sociedade se auto-ajusta. Os senhores concordam?
Ives Gandra Martins - Plenamente de acordo.
Everardo Maciel - Os limites da liberdade são aqueles estabelecidos na Constituição, perante a qual não existirão excessos, nem déficits.
Aristides Junqueira Alvarenga - Tratando-se de liberdade de imprensa, esta há de ser plena e não se pode falar em excesso de liberdade. O que pode haver é excesso no exercício dela, e este pode ser judicialmente sancionado a posteriori por iniciativa daquele que se julgar ofendido.
- O amadurecimento da democracia irá permitir que a população, mediante o voto, separe aquele que é bom candidato do que será um bom presidente ou um bom governador?
Ives Gandra Martins - No tempo, sim. O aprendizado da democracia é lento e, muitas vezes, penoso, principalmente quando se utiliza dinheiro dos contribuintes para maciça propaganda oficial. O amadurecimento, todavia, é conquistado pela comparação entre as experiências passadas.
Everardo Maciel - Em tese, sim. Há, todavia, fatores que perturbam gravemente o exercício da democracia pelo voto: o poder econômico, o uso ilícito do Estado, a intervenção política de instituições religiosas, a abusiva participação de sindicatos e de movimentos ditos sociais, a proliferação de legendas de aluguel, as deformações associadas a um sistema eleitoral obsoleto e insubsistente. Infelizmente, a realidade mostra que, no Brasil, tem havido uma expressiva e contínua perda na qualidade da representação popular e dos governantes. Vejamos o caso do candidato Tiririca, cuja campanha, sob o olhar indiferente do Ministério Público é um deboche contras as instituições republicanas. Sua provável votação expressiva é uma manifestação explícita de descrédito dos eleitores na representação popular e resultará na eleição de vários outros parlamentares integrantes de sua coligação nas eleições proporcionais, por conta dessa excêntrica regra eleitoral brasileira.
Aristides Junqueira Alvarenga - Democracia é governo do povo representado pelos seus escolhidos. Quanto mais o povo amadurecer, melhor será a escolha de seus representantes. Aqui, o conceito de amadurecimento há de ser melhor educação ética individual, familiar e social de cada eleitor.
- Qual é a opinião de vocês sobre o marketing político? É capaz de criar ou falsificar candidatos?
Ives Gandra Martins - Sim. Em meu livro "Uma breve teoria do poder" (Edição Revista dos Tribunais), debruço-me longamente sobre o tema e sobre a produção de marionetes pelos marqueteiros.
Everardo Maciel - A veiculação das idéias dos candidatos é indispensável à democracia moderna. O marketing político, entretanto, tem sido mero instrumento de dissimulação, produzindo não raro situações caricatas ou farsescas.
Aristides Junqueira Alvarenga - Quando o marketing político tem como destinatários eleitores que não têm o amadurecimento a que me referi na pergunta anterior, a resposta é sim. Mas para os " blindados" com uma educação ética individual, familiar e social, ou seja, para os que têm sólida educação cívica, a resposta é não. Infelizmente, entre nós, parece que grande parte de nossos concidadãos ainda faz do voto uma moeda de troca de pequenos favores.
- Quando o presidente Lula se elegeu pela primeira vez, a impressão que prevalecia era que o PT iria levar o país a entrar em uma inquisição xiita insuportável. Não aconteceu isso. Ele mudou para o estilo Hugo Chávez?
Ives Gandra Martins - Os primeiros seis anos e meio do governo Lula foram de um democrata. Desde o desastrado episódio de Honduras e de apoio ao ditador do Irã, houve uma guinada do governo para alinhar-se com os países que estão se afogando nos pântanos das sandices de histriônicos tiranetes. Inclusive, só para registro, foi inacreditável o que este senhor disse na ONU na quinta-feira passada [Ives Gandra refere-se ao discurso de Mahmoud Ahmadinejad, proferido no dia 23, na Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas, no qual o presidente iraniano afirmou que os atentados de 11 de setembro de 2001 foram um "complô" dos Estados Unidos. A declaração de Ahmadinejad provocou a saída imediata das delegações americana, britânica e da União Europeia do plenário da ONU]. Perante a história, portanto, principia a desfigurar-se a imagem do presidente Lula. O que a sociedade temia no início do primeiro mandato e não aconteceu, tornando, pois, o governo do PT bem-sucedido, começa, todavia, a ocorrer agora, em que o presidente Lula vai se tornando um mero acólito de Chávez.
Everardo Maciel - A impressão que tenho é que ele está em um processo acelerado de descontrole, em virtude da perspectiva real de afastar-se do poder. Sua baixa auto-estima, que pretende compensar com uma conduta mitômana e autorreferida, e suas deficiências intelectuais não lhe oferecem condições para entender que o poder pessoal, em uma democracia, deve ser necessariamente transitório.
Aristides Junqueira Alvarenga - Minha percepção é a de que as posições do PT nos governos anteriores - em que o partido era oposição - e até mesmo na Constituinte eram completamente contraditórias com as condutas do PT de hoje, governista, condutas essas que, de fato, são muito semelhantes aos comportamentos dos governos a que o PT se opunha. O que não se pode admitir é a prepotência, que não se coaduna com o regime democrático.
- A democracia é melhor dentro do mais complexo e do pior panorama político?
Ives Gandra Martins - A democracia, apesar de todos os seus defeitos, ainda é o regime político menos ruim.
Everardo Maciel - É a melhor opção conhecida.
Aristides Junqueira Alvarenga - A democracia é melhor quando o povo é cada vez melhor no processo de escolha de seus representantes, seja na chefia do Poder Executivo, seja, principalmente, na órbita do Poder Legislativo.
- Outro problema do país é a violência, uma vez que o crime organizado avança cada vez mais. Afinal, o Estado está perdendo essa guerra?
Ives Gandra Martins - Não só o Brasil, mas o mundo todo. Creio que a perda de valores religiosos e familiares, em todo o mundo, tem levado as pessoas a procurar vantagem em tudo. Por outro lado, a perda dos referenciais familiares tem também propiciado o avanço da deterioração dos costumes e das drogas, porque está gerando um comércio mundial de fantástica ilegalidade e força, propiciando a manutenção do crime organizado, que utiliza os viciados como peões de um jogo de xadrez. Se não reconquistarmos os valores superiores das religiões e da família, a batalha será difícil de ser ganha.
Everardo Maciel - Está perdendo, de forma clamorosa. O mais grave é que não se vislumbra nenhuma iniciativa dos Poderes Públicos, com aparência mínima de inteligência, visando enfrentar o crime organizado, o tráfico de drogas, a delinqüência juvenil e tudo o mais que oferece substrato para a violência, que transformou importantes espaços urbanos brasileiros em verdadeira selva selvaggia.
Aristides Junqueira Alvarenga - Está. Um dos fatores é a excessiva demora da resposta estatal, por meio de um processo penal complexo, lento e ineficiente, com um sistema de cumprimento de pena privativa de liberdade que faz de nossos estabelecimentos penais verdadeiras sedes de organizações criminosas. Outro fator é a ineficiência das forças de segurança pública, principalmente quando se trata de coibir a posse, o porte e o uso ilegais de armas de fogo. Entre muitos outros fatores, não se pode esquecer que muitas organizações criminosas encontram parceria no seio da própria organização do Estado, por ação ou por omissão. Afinal, quantos conglomerados humanos, entre nós, não têm a presença efetiva do Estado?
- Por que a distribuição de renda também continua desigual, apesar de todas as mudanças que ocorreram nas últimas décadas?
Ives Gandra Martins - Continua desigual porque os 35% de carga tributária do Brasil (elevadíssima para um país que não presta serviços públicos à altura) vão quase todos para os detentores do poder. Poucomais de um milhão de servidores ativos e inativos da União receberão, em 2010, quase R$ 200 bilhões de subsídios, enquanto quase 12 milhões de famílias receberão apenas R$ 12 bilhões pelo programa Bolsa Família. Quando se fala em distribuição de renda por tributos, esta distribuição é "pro domo sua" [ou seja, "em causa própria"]. Beneficia quase que exclusivamente os detentores do poder.
Everardo Maciel - A estabilidade financeira e os programas de transferência de renda se revelaram bons instrumentos para reduzir as desigualdades sociais. São, contudo, insuficientes. Os programas de transferência de renda resultarão inócuos se não estiverem associados a ações visando a promoção social dos beneficiários e sua inclusão no mercado formal de trabalho. De resto, não há como pensar em mudanças estruturais no perfil das desigualdades sociais sem uma política educacional vigorosa e consistente - matéria na qual estamos muito longe de alcançar um patamar minimamente aceitável.
Aristides Junqueira Alvarenga - Porque desiguais são as oportunidades e a qualidade de educação escolar e cultural dos brasileiros.
- Agora é a vez de Karl Marx: ele afirmava que as mudanças materiais e de valores sociais são mais lentas do que as alterações estruturais. Os senhores concordam ou não e por quê?
Ives Gandra Martins - Marx foi um gênio que nunca teve razão. Sem valores, as mudanças sociais e estruturais não se dão. Veja o fracasso de todos os países da Cortina de Ferro na segunda metade do século XX. Quando os fins justificam os meios e os meios são usados sem valores, jamais os fins são alcançados. A inexistência da ética nos meios, para a obtenção dos fins, contamina os próprios fins, que passam a ser necessariamente aéticos.
Everardo Maciel - Caminhar em direção à civilização é um processo longo e exigente.Lamentavelmente,vivemos uma crise axiológica, em que os poucos valores que construímos ao longo da história estão se decompondo, em razão de um acentuado relativismo moral combinado com a banalização de práticas delituosas ou pouco virtuosas.
Aristides Junqueira Alvarenga - Não há dúvida de que são lentas as mudanças, para melhor, dos valores sociais. Por outro lado, sua deterioração parece ser mais rápida. Em um mundo de consumo de valores materiais cada vez mais sedimentados, valores éticos e sociais se mostram cada vez mais definhados. Valores como o da vida, principalmente o da vida humana, são abatidos por um par de tênis, por um automóvel, por pouco ou muito dinheiro. O mais espantoso é que a habitualidade desses fatos já não mais produz indignação nem consciência de que urge mudar.
http://www.defesadademocracia.com.br/2010/10/15/entrevista-de-everardo-maciel-aristides-junqueira-e-ives-gandra/
Postado por
mirna cavalcanti de albuquerque pinto da cunha
às
10/15/2010 07:24:00 PM
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Mãe Rousseff e tio Sarney
Senhores leitores,
todos nós, os verdadeiros brasileiros, os que não estamos a serviço das trevas, mas a respeitar os preceitos do Mestre dos Mestres, os que fazemos parte desta magnífica Nação e amamos este sagrado solo, estamos preocupados em não só em divulgar a VERDADE como fazê-la reluzir sobre a escuridão do desconhecimento. Que ela ilumine as cabeças de cada um de nossos compatriotas, para que entendam o grande perigo que estamos todos a correr no Brasil.
Cada um de nós escreve sobre o que entende e postamos artigos uns dos outros. Não pertencemos a sociedade secreta qualquer que seja.
O que nos irmana - e nos têm mantido unidos, são os mais elevados e nobres sentimentos: o AMOR, a FÉ, a SOLIDARIEDADE, a FRATERNIDADE e o PATRIOTISMO.
Infelizmente há alguns brasileiros que não só conspurcam o "solo desta Terra e Mãe Gentil desta PÁTRIA AMADA, deste BRASIL", QUEREM AINDA, POR MOTIVOS INÍQUOS, EGÓTICOS e pela vontade de manterem-se no Poder, transformarem-na em uma GRANDE REPUBLIQUETA comunista, tingindo com o vermelho do sangue e da vergonha, toda a América Latina.
É ISSO O QUE PRETENDEM FAZER HÁ MUITO TEMPO e NÃO TÊM MEDIDO ESFORÇOS para atingirem seus objetivos.
Estamos todos orando e vigiando - e pois, confiantes na Palavra do PAI.
Sabemos que devemos TODOS fazer a nossa parte.
CUIDADO, IRMÃOS, AS ELEIÇÕES SERÃO NESTE PRÓXIMO DOMINGO - VOTEM NOS MELHORES CANDIDATOS - JAMAIS em DILMA, JAMAIS no PT ou em qualquer outro candidato que não tenha cumprido com o que tenha prometido. Mentirosos sempre serão mentirosos.
Portanto, como de hábito, clara e objetivamente, o professor OSWALDO COLOMBO FILHOS, explica o que é importante entendamos para que possamos compreender quais são os fatos reais. A fala da Senhorinha DILMA é eivada de erros, mentiras e dubiedades .
Manipuladores que são de números, índices, pesquisas, etc. ( ELLA, ELLE e os de seu grupo) têm tentado fazer-nos crer em suas palavras - INUTILMENTE.
Os números, ('letras matemáticas') não mentem. O que abaixo está é a VERDADE. Leiam-na pois, atentamente. Pensem, senhores leitores.
Usem a Razão, a Mente e a Alma.
Certa estou de que escolherão uma criatura digna para presidir nosso país, sedento de dignidade.
NOTA: respeito toda a brilhante exposição do autor.
Sinto, porém, que DILMA JÁ PERDEU.
Perdeu por tudo o que é, tudo o que não é, tudo o que mente ser. Tudo o que não é e deveria ser.
Ademais, só errará ao depositar seu voto, aquele que não tiver lido o que outros e eu temos escrito há anos - desde o princípio deste triste governo que aí está- que não passa de uma grande mentira, mantida pelo ’ilusionista do Planalto’ e seus confrades.
Mirna Cavalcanti de Albuquerque
OAB/RJ 004762
OSWALDO COLOMBO FILHO:
Meus caros amigos
A cada dia que alguns economistas acordam, aportam aos dados da economia de um jeito diferente.
Insistem, em comparar a dívida brasileira a uma participação relativa no PIB. Até ai correto, desde que se levasse em conta a paridade de moedas e seu verdadeiro efeito real (poder aquisitivo em cada uma das datas compradas).
Todos devem ter referencias de quanto valia um dólar em 31/12/2002, por exemplo, e quanto estava valendo em 30/08/2010. Não só a magnitude da expressão dólar /reais, mas também o efetivo entendimento de quanto representa o PIB trazido a valores correntes; portanto expresso em reais produzidos ao longo de um ano e comparado com o valor da dívida externa expressa em US$ e convertida a taxa pontual do último dia daquele ano.
Corre-se o risco de mais de uma desbaratada comparação. Literais expressões de incidência nem sempre se traduzem em mensuração que nos faculte diante do resultado encontrado emitir algum tipo de análise com qualidade que não seja dizer - "maior ou menor, em termos nominais ou reais". Qual este senso de realidade aplicado à paridade e influência de uma cesta de moedas não correntes no país em duas datas distintas e onde a cotação tanto variou e por inúmeros fatores.
Mesmo nos USA a moeda (US$ 1,00) de 1980, por exemplo, não vale o que vale hoje. Por aqui, muitos economistas, lêem contas nacionais fazem dos números um impensável raciocínio efetivamente traduzindo como aumento ou queda real quando deflacionam por um índice qualquer (o IGPM, por exemplo). Mas ao tomar o valor em moeda estrangeira a compor o senso comparativo entre uma data e outra há de se imputar o real valor da moeda (paridade) tal que o tratamento da inflação brasileira ocorre no processo de deflação.
Nem sei como ainda não compararam reis com real.
Quanto à dívida ela é pior do que antes. Aliás piorou muito no quesito de qualificação pela aplicabilidade dos recursos. No governo FHC pagamos por crises financeiras internacionais, e
de peso ao Brasil em especial em 2001 com o calote Argentino. Boa parte foi gasto no sustento da estabilidade monetária, que Lula diz ter sido a herança maldita, e que a sua candidata diz que preservará - tivemos que "queimar reservas" para manter a moeda estável.
Lula tão apenas transformou a dívida em rolagem, tirou a qualidade incorporada de investimento para consumo ou gastos que cobre a estrutura do estado (e culpam a Previdência que tem arrecadação própria pela queda do superávit primário). Evidentemente a Previdência dos funcionários públicos extraordinariamente deficitários, sequer merece menção. Ou seja, gastamos mais do que a carga fiscal arrecada, e a saída é a taxa de juros para alimentar o circulo "virtuoso" de atração de capital especulativo (e enriquecimento dos correntistas).
Não serve este circulo para atração de capital produtivo, e de risco. Pois os recursos parados em Banco brasileiros rende mais -Afinal Lula garante!!!!!
Em suma meus caros, a dívida é sem qualidade, e não incorpora nada e isto que verdadeiramente importa.
No governo Militar era uma afronta que tivéssemos US$ 100 bilhões de dívida externa (e muito menos que isso internamente). Na verdade em termos de dívida externa hoje temos 1/3 do que era em termos reais - aproximadamente em compensação a interna onde os juros são absurdos, temos o triplo, mas nossa dívida era basicamente sobre lastros de investimento em infra estrutura → construção de Itaipu; Angra, ampliação de Furnas, Ilha Solteira, Tucuruí (e outras dezenas de Usinas) ampliar a rede de comunicações → telefonia, satélites; e até criaram o BNDES que hoje enriquece Eike Batista (quiçá um Marcos Valério do mercado).
Nota:- o BNDES estará recebendo ainda este ano (fora do Orçamento) mais R$ 30 bilhões para conceder - provavelmente nos moldes da Erenice Guerra e sua taxas de sucesso. É a farra de fim de mandato.
A Folha de S.Paulo diz que o BNDES (criado apenas para investimentos produtivos) irá financiar cinemas nas áreas carentes já este ano no Rio e no Nordeste, se não me engano.
Leiam o programa de governo da Dilma, ela cita claramente a necessidade de exposição de cultura aos brasileiros via cinema, pois 90% da população não tem acesso a cinemas. Continua: - sendo o Brasil um grande país, a TV não atinge muitos lugares assim a melhor forma é o Estado levar o cinema a este lugares.
Isto não passa de lavagem cerebral, dezenas de milhares de famílias na região norte e nordeste, nunca tinham ido ao cinema, e foram assistir em locais armados como circos - "Lula o filho do Brasil".
Dilma mente, o PNAD revela que mais de 93% dos domicílios tem TV e taxa esta superior a quem tem GELADEIRA 92%. Porém a tela "grande cinema", milhares de famílias nunca ou pouco tinham visto.
Hitler, Stalin, Peron, Franco e até Mussolini em muito se valeram do cinema para contar "suas verdades" e criarem seus mitos. Até o Zé Carioca foi criado por Disney para aproximar o Brasil dos USA para a 2ª Grande Guerra
Naquela época - o cinema era o "novo" e a TV nem existia.
"Lula o filho do Brasil", era exibido" com um documentário que o antecedia mostrando os "feitos" do Governo Lula no Nordeste, e sempre com Dilma ao seu lado e até discursando. Produção da Agência Nacional de Comunicação (Franklin Martins, aquele que disse que mataria o embaixador que sequestraram se não fossem atendidas as exigências impostas às autoridades e à nação, hoje ele está matando a consciência nacional, e nossa liberdade de expressão e também não se arrependerá, Iludindo incautos e criando um MITO) . Isto é lavagem cerebral, influência eletiva e que nenhuma Instituição ou Tribunal nos protege.
"Lula o filho de qualquer coisa" é o maior prejuízo cinematográfico da história do cinema nacional. Custou R$ 16 milhões e arrecadou pouco menos de R$ 1 milhão. Foi indicado pelo Ministério da Cultura para representar o Brasil na premiação do OSCAR - categoria "melhor filme estrangeiro". No Brasil, em consulta pública sobre 25 filmes concorrentes, feita pelo site do Ministério da Cultura "Lula o filho de quem quer seja" recebeu 1% de aprovação contra mais de 80% do filme Nosso Lar - baseado na obra de Chico Xavier, foi o mais bem aceito. Inverteram a lista, e de fato o último ficou sendo o primeiro.
Excetuando-se o aspecto moral e filosófico, o filme Nosso Lar é incomparavelmente melhor e primoroso. Este se baseia na obra de Chico Xavier, repleta de boas mensagens e bons ensinamentos, enquanto que o outro é um produto da mitomania, e que se baseia em parte da biografaria de Lula, e com expressos e péssimos exemplos como aquele "que vamos comer carne, pois o irmão ROUBA mortadela da padaria". Isto sem contar que é mentirosa, e falsa. Um misto de biografia e ficção. Talvez se tal filme pudesse ser inserido em alguma outra categoria, que não filmes estrangeiros (língua) as chances seriam melhor; talvez ficção mas principalmente HORROR.
Além de toda afeição pela crítica popular e também especializada, o filme Nosso Lar - muito mais em se comparando ao filme que é a vida pregressa de Lula; não nos deixa dúvidas que pelo menos 12 a 15 outros filmes poderiam representar o Brasil.
Em tempo, o Lula filho do brasil (com letra minúscula, pois não é do meu país que se referem); foi financiado pelo meu, pelo seu ou pelo nosso dinheiro, e pelas empresas (sem exceção agraciadas com empréstimos a juros negativos do BNDES; ou estatais), Nosso Lar - por financiamento particular, de R$ 20 bilhões, já rendeu mais do que isso, sucesso de público e bilheteria.
Assim se divide o Brasil, tanto na dívida pública quanto o do nepotismo e da ignorância, disseminada pela estupidez dos adeptos do lulo-petismo-fisiológico.
Há, e sempre haverá "os espertos" que vivem dos trouxas que pensam que são espertos e sabem tudo, têm opinião formada, são cegos e surdos para a realidade; juntam-se a estes os ignorantes e analfabetos que também em análise de estática caiu ligeiramente comparando-se, mais uma vez em incidência (percentual) sobre a população total, nos últimos dez anos. Mais uma vez ludibriam os números, a queda percentual é mínima e bem menos que a taxa de crescimento demográfico, portanto temos em números absolutos mais analfabetos do que nunca.
Tão apenas para encerrar, vi Lula - o cabo eleitoral, criticar os 16 anos do governo do PSDB em São Paulo. De fato tem toda razão, pois há erros, mas não o que ele apontou e muito menos quem indicou para corrigi-los. A dama de São Paulo, como disse; a sua Lady "relaxa e goza"; que envergadura ética e altivez de caráter , não acham?
Dispensa-se também o Senador que ficou oito anos no Senado e conseguiu fazer muito menos que o Suplicy, é impossível, mas quebrou todos recordes de abstratíssimo - "quem sou eu e o que faço aqui". Tanto que é verdade que querem substituí-lo por um simples pagodeiro.
Se Lula soubesse fazer algumas contas básicas e aqui entra um pouco de bom senso; ele e o próprio povo iriam constatar pelo PNAD (Pesquisa Nacional em Domicílios) que em se extraindo os dados relativos a São Paulo, não só o analfabetismo no Brasil subiu como também subiu o número de residências sem sequer coleta de esgotos (todos 635 municípios de S.Paulo possuem coleta), enfim sem São Paulo é outro Brasil.
No norte e nordeste no Governo Lula a situação piorou e muito.
Agora se excluirmos São Paulo, os Estados do Sul, Minas e Rio - sobrará o Brasil que ao que parecerá vencerá as eleições e governará este país. Azar dos que pagam a conta e em especial que moram nos Estados supracitados que não param de transferir recursos para subsidiar TODOS demais Estados da nação.
Prezados tudo isso é um fato, somos uma Federação somente na hora de pagar a conta. Em analise reciproca do Presidente Lula, como comentaríamos os 45 anos de domínio de José Sarney no Maranhão (desde 1965 como governador); e que o tinha como inimigo agora grandes amigos e até indica publicamente sua filha Roseane, para mais quatro anos de reinado. Um Estado que recebeu e recebe recursos de forma fantástica, nada muda a um século, analfabetos, esgoto, mortalidade infantil. É tão desenvolvido quanto as miseráveis republiquetas setentrionais da África. Tal qual Alagoas - dos Collor de Mello, (também apoiado por Lula) comparáveis tão apenas ao Haiti, e inferiores à Bolívia.
Somos dois países cada vez mais distantes, um diz que com Dilma para seguir em frente, este fatalmente transporá o Atlântico e acabará como as republiquetas miseráveis subsaarianas. O outro parou, caiu na imbecilidade e deixou o barco correr e vai pagar uma conta cada vez mais alto e participar cada vez menos da festa decisória (vide distribuição dos royalties do pré-sal; vide os paulistas reclamarem dos pedágios mas praticamente andam em estradas estaduais; mas pagam bilhões ao ano de CIDE (imposto) para recuperação de estadas federais; e que alias o que Lula arrecadou nos últimos quatro anos aplicou menos de 35%. E o resto? Os eleitores que pagaram, cidadãos com seus carros, os que pegam ônibus, barcas enfim tudo que se move a derivado de petróleo ou álcool, não se importam.
Meus amigos é isso que nos aguarda; este será o Brasil de "Roussef a filha de Lula" que governará a todos- A mãe Rousseff, com os tios Sarney, e Temer, tendo como padrinhos padrinho Jader e Collor; e os compadres Lobão; Jader; Dirceu, Renan e Genoíno".
Disse TODOS, incluindo quem paga e quem não paga a conta literalmente e sem exceção: - gaúchos, mineiros, paranaenses, cariocas, catarinenses e paulistas que continuarão a pagar mesada dos outros; ou melhor, a derrama que imortalizou os insurgentes - Inconfidentes Mineiros.
Nestes Estados o programa Bolsa Família não tem o peso que tem nas capitanias hereditárias, e escravagistas do norte e nordeste, nem tampouco o analfabetismo.
Aqui o que pesa é a patente expressão da ignorância politica e o desprezo à civilidade; preceitos morais e amor ao próximo - o futuro do seu próprio filho. Aqui o que pesará será a consciência se o destino for esse que se afigura.
Oswaldo Colombo Filho
Movimento Brasil Dignidade
colomboconsult@gmail.com
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10/01/2010 07:14:00 PM
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